Mês: Março 2017

Confira, com o ortopedista Sergio Cortes, alguns dos principais tipos de fratura

Não deve ser novidade para ninguém que o termo “fratura” refere-se à quebra ou ruptura dos ossos. Ela é geralmente causada por um impacto de intensidade variável. Nossos ossos costumam ser muito resistentes, eles possuem naturalmente uma capacidade de deformação para que seja possível absorver impactos. Contudo, dependendo do acidente sofrido, as consequências podem ser de maior ou menor gravidade.

Em acidentes não tão graves, por exemplo, pode não haver a “fratura” em si, mas sim a chamada “trinca” do osso. Da mesma forma, em acidentes mais graves, o osso pode despedaçar-se ou chegar ao grau de uma fratura exposta – esta última é bastante perigosa, visto que, se não tratada adequadamente e rapidamente pode culminar em uma infecção.

Vejamos com o médico ortopedista Sergio Cortes, os principais sintomas que caracterizam uma fratura:

  • Incapacidade total ou parcial de movimentos;
  • Dificuldade e dor durante os movimentos;
  • Observação de inchaço na área atingida;
  • Posição anormal do membro atingido;

Em relação a classificação das fraturas, Sergio Cortes reporta que elas podem ser categorizadas de acordo com:

  • A direção da linha da fratura;
  • Conforme a localização anatômica;
  • E de acordo com a forma linear ou cominutiva.

Já quanto ao tipo, o ortopedista Sergio Cortes explica que as fraturas podem ser:

  • Múltiplas;
  • Por encurtamento e torção;
  • Completa e incompleta – ou seja, quando a estrutura óssea é lesionada na sua totalidade ou, então, apenas em parte;
  • De impacto, oblíquas, epifisárias, penetrantes;
  • Por fadiga – ou stress, situação comum em atletas;
  • E fechadas ou abertas – que também podem ser chamadas de não expostas ou expostas.

Chama-se de fratura “exposta ou aberta”, aquela em que se rompe a pele e os tecidos e isso resulta na exposição do osso ao ambiente exterior, exemplifica Sergio Cortes. Já a “não exposta ou fechada” refere-se àquela em que se percebe que o osso está desnivelado ou quebrado, porém ele não rompeu a pele.

As chamadas fraturas por fadiga ou esforço acontecem quando o indivíduo se submete a esforços além de sua capacidade, fatigando a estrutura óssea podendo assim ocorrer o rompimento. É muito comum em esportistas, como jogadores de futebol, ginastas e atletas do atletismo, por exemplo.

As fraturas ditas patológicas, por sua vez, são as causadas por patologias pré-existentes, as quais poderão enfraquecer um osso que teria condições normais.

O Tratamento

Sergio Cortes reporta que, segundo a maioria dos especialistas, o mais importante para o sucesso do tratamento em casos de fratura é a colaboração do acidentado. Serão necessários exames radiográficos juntos a uma avaliação médica, para que assim seja possível confirmar-se uma fratura, bem como classifica-la adequadamente e recomendar para ela o melhor tratamento.

Gravidade, localização, tipo de fratura, condições físicas do acidentado e avaliação conjunta entre médico e paciente são fatores que farão toda a diferença para que se busque o melhor restabelecimento possível da saúde do acidentado. Para cada caso, no entanto, existem soluções e métodos diferenciados, entre diversos outros estão os Braces, a Fixação externa e a Imobilização gessada.

FONTE

 

Você já ouviu falar de lesões por esforços repetitivos? Entenda com o ortopedista Sergio Cortes

O dia 28 de fevereiro, na área da saúde, é o Dia Internacional de Prevenção às Lesões por Esforços Repetitivos – a LER. A enfermidade é provocada por repetições do mesmo movimento em alta frequência ou fora do eixo normal e, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde 2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atinge cerca de 3,5 milhões de pessoas. O médico ortopedista Sergio Cortes explica que ela pode causar fadiga muscular, dor, alteração da temperatura, formigamento, sensibilidade e processos inflamatórios em tendões ou ligamentos.

São diversos os fatores que podem desencadear a síndrome clínica. Um exemplo clássico é o videogame com joy stick – uma criança ou adolescente que pratica essa atividade frequentemente e realiza o mesmo movimento com o dedo polegar por muito tempo, de forma exaustiva, ou seja, por horas em vários dias seguidos, corre o risco de desenvolver uma tendinite de abdutor do polegar, destaca Sergio Cortes. Nesse caso, o tratamento inicialmente é feito com anti-inflamatórios e imobilização – a cirurgia deve ser considerada como uma última alternativa.

O problema, no entanto, desenvolveu-se principalmente após a industrialização, por conta dos diversos movimentos repetitivos necessários em algumas ocupações. Muitos casos de LER estão associados a lesões adquiridas no trabalho – essas são chamadas de Doenças Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho (DORT).

Caso haja suspeitas de DORT, é essencial uma vistoria no ambiente de trabalho em questão para que seja verificada e comprovada a existência dos fatores responsáveis pelos danos à saúde do empregado. Nessa categoria, as patologias mais comuns são inflamações nos tendões, cotovelos e punhos. Vale ressaltar, contudo, que pressões psicológicas também são capazes de gerar desconforto ou dor persistente nos músculos, tendões e outras partes do corpo, alerta o ortopedista Sergio Cortes.

Como na maioria das doenças, nos primeiros sinais da enfermidade, um médico deve ser procurado imediatamente, visto que, a LER/DORT são lesões curáveis, mas se tratadas desde os primeiros estágios.

Cuidados e prevenção

Sergio Cortes salienta que qualquer atividade que exija movimentos repetitivos ou postura inadequada por tempo prolongado precisa da realização de pausas rápidas e frequentes, associadas a alongamentos. Os trabalhadores ainda precisam estar atentos e manter uma postura correta – isso inclui, principalmente, adequar o local de trabalho, como as mesas e as cadeiras, bem como qualquer equipamento necessário às atividades, como os computadores, por exemplo, às suas características físicas. A ergonomia no uso do computador exige braços apoiados, punhos retos, coxas paralelas ao piso, pés encostados no chão ou em suporte específico e monitores à altura da visão.

O médico ortopedista Sergio Cortes ainda lembra que a liberdade e bom senso das empresas e dos chefes no trabalho é essencial para evitar as Lesões por Esforços Repetitivos dos funcionários – ritmos de trabalho excessivos, falta de pausas e de liberdade para os operários agirem de forma correta, muitas vezes, é por conta da rigidez dos comandantes.

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