Médico ortopedista Sergio Cortes fala sobre a osteoporose, confira

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a osteoporose é uma doença atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima de 50 anos no mundo.

A palavra “osteoporose” refere-se a uma situação de “osso poroso” – ou seja, uma doença progressiva relacionada à perda de massa óssea que, em geral, desenvolve-se de forma imperceptível, sem sintomas ou dor, até o momento em que ocorre, por conta dela, uma fratura, geralmente no pulso, na coluna, no quadril ou no fêmur, que é o ponto mais grave.

Quem reporta informações sobre a patologia é o médico ortopedista Sergio Cortes.

Por que a doença é mais comum nas mulheres?

A maior prevalência da osteoporose entre mulheres acontece, principalmente, por conta da diminuição da produção de estrógeno depois de certa idade. Contudo, Sergio Cortes salienta que fatores socioculturais, alimentação deficiente e maus hábitos também são capazes de levar a uma fragilização dos tecidos dos ossos. Alguns exemplos são a baixa ingestão de cálcio e/ou vitamina D, consumo excessivo de álcool e cigarro, e uma vida sedentária. Outro agravante é o histórico familiar.

O diagnóstico

O diagnóstico, tanto para mulheres quanto para homens acontece por meio de exames de rotinas – como o de urina e sangue – quando se chega perto dos 35 ou 40 anos. Se forem notadas alterações nos níveis de cálcio e vitamina D e houverem suspeitas da doença, o médico precisa encaminhar o paciente para um reumatologista. Normalmente, para que seja possível reverter o quadro, recomenda-se o consumo ou suplementação de cálcio, exposição ao sol – que estimula a produção de vitamina D – e exercícios físicos, destaca o ortopedista Sergio Cortes.

Quando à alimentação, a Organização Mundial da Saúde e da Fundação Internacional de Osteoporose recomenda um consumo de 1g (1000mg) de cálcio por dia. Todavia, esses valores variam para crianças e gestantes – 500mg entre 1 e 3 anos, 800mg entre 4 e 8 anos, 1300mg entre os 9 e 18 anos e 1200mg para grávidas.

Sergio Cortes acentua que a principal fonte de cálcio são os alimentos lácteos: leite e seus derivados. O representante da Fundação Internacional de Osteoporose no Brasil, o reumatologista Cristiano Zerbini, informa que a alimentação normal do brasileiro – arroz, feijão, salada e carne – fornece cerca de 200mg por dia. Ou seja, se um copo de leite, um copo de iogurte e uma fatia de queijo forem incluídos na dieta, chega-se ao nível desejado de cálcio.

No quesito exercícios físicos, o fisioterapeuta Helder Montenegro recomenda exercícios de cadeia fechada, que trabalhem diversos grupos musculares e também são mais seguros para as articulações, como exercícios funcionais e com impacto, que estimulam a regeneração óssea – por exemplo, os agachamentos, corridas, vôlei e basquete. Já no que se refere à exposição aos raios ultravioletas do tipo B (UVB), saiba que ela ativa o funcionamento da vitamina D, explica Sergio Cortes – o que facilita a absorção do cálcio pelo organismo.

Crianças que apresentam deficiência da vitamina D podem desenvolver deformações nos ossos, ter ossos fracos, problemas para dormir, diarreia, desenvolver miopia, e dificuldade de metabolização de outras vitaminas. Contudo, o excesso da dessa vitamina também não é bom, pois pode levar a saída de cálcio dos ossos e acúmulo nos rins, formando cálculos renais.

Fonte

 

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