Mês: Fevereiro 2017

Médico ortopedista Sergio Cortes fala sobre a osteoporose, confira

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a osteoporose é uma doença atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima de 50 anos no mundo.

A palavra “osteoporose” refere-se a uma situação de “osso poroso” – ou seja, uma doença progressiva relacionada à perda de massa óssea que, em geral, desenvolve-se de forma imperceptível, sem sintomas ou dor, até o momento em que ocorre, por conta dela, uma fratura, geralmente no pulso, na coluna, no quadril ou no fêmur, que é o ponto mais grave.

Quem reporta informações sobre a patologia é o médico ortopedista Sergio Cortes.

Por que a doença é mais comum nas mulheres?

A maior prevalência da osteoporose entre mulheres acontece, principalmente, por conta da diminuição da produção de estrógeno depois de certa idade. Contudo, Sergio Cortes salienta que fatores socioculturais, alimentação deficiente e maus hábitos também são capazes de levar a uma fragilização dos tecidos dos ossos. Alguns exemplos são a baixa ingestão de cálcio e/ou vitamina D, consumo excessivo de álcool e cigarro, e uma vida sedentária. Outro agravante é o histórico familiar.

O diagnóstico

O diagnóstico, tanto para mulheres quanto para homens acontece por meio de exames de rotinas – como o de urina e sangue – quando se chega perto dos 35 ou 40 anos. Se forem notadas alterações nos níveis de cálcio e vitamina D e houverem suspeitas da doença, o médico precisa encaminhar o paciente para um reumatologista. Normalmente, para que seja possível reverter o quadro, recomenda-se o consumo ou suplementação de cálcio, exposição ao sol – que estimula a produção de vitamina D – e exercícios físicos, destaca o ortopedista Sergio Cortes.

Quando à alimentação, a Organização Mundial da Saúde e da Fundação Internacional de Osteoporose recomenda um consumo de 1g (1000mg) de cálcio por dia. Todavia, esses valores variam para crianças e gestantes – 500mg entre 1 e 3 anos, 800mg entre 4 e 8 anos, 1300mg entre os 9 e 18 anos e 1200mg para grávidas.

Sergio Cortes acentua que a principal fonte de cálcio são os alimentos lácteos: leite e seus derivados. O representante da Fundação Internacional de Osteoporose no Brasil, o reumatologista Cristiano Zerbini, informa que a alimentação normal do brasileiro – arroz, feijão, salada e carne – fornece cerca de 200mg por dia. Ou seja, se um copo de leite, um copo de iogurte e uma fatia de queijo forem incluídos na dieta, chega-se ao nível desejado de cálcio.

No quesito exercícios físicos, o fisioterapeuta Helder Montenegro recomenda exercícios de cadeia fechada, que trabalhem diversos grupos musculares e também são mais seguros para as articulações, como exercícios funcionais e com impacto, que estimulam a regeneração óssea – por exemplo, os agachamentos, corridas, vôlei e basquete. Já no que se refere à exposição aos raios ultravioletas do tipo B (UVB), saiba que ela ativa o funcionamento da vitamina D, explica Sergio Cortes – o que facilita a absorção do cálcio pelo organismo.

Crianças que apresentam deficiência da vitamina D podem desenvolver deformações nos ossos, ter ossos fracos, problemas para dormir, diarreia, desenvolver miopia, e dificuldade de metabolização de outras vitaminas. Contudo, o excesso da dessa vitamina também não é bom, pois pode levar a saída de cálcio dos ossos e acúmulo nos rins, formando cálculos renais.

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Dr. Sergio Cortes cita as diferentes causas das temidas dores nos joelhos

As dores nos joelhos estão entre os problemas de saúde mais recorrentes entre os brasileiros, sendo que elas atingem pessoas de todas as faixas etárias. E, diferentemente do que pensam alguns, mesmo quando essas dores são leves, é essencial buscar um diagnóstico preciso rapidamente, pois um pequeno incômodo pode se transformar em um caso mais complexo.

Obviamente, existem atividades e até mesmo algumas profissões que deixam as pessoas mais sujeitas a sentirem dores nos joelhos. No entanto, como reporta o médico ortopedista Sergio Cortes, as causas desse problema são bastante diversificadas, sendo que, muitas vezes, o “culpado” pela dor é algo que passa totalmente despercebido pela vítima.

A maioria das pessoas tende a pensar, quando sente algum incômodo no joelho, que sofreu alguma lesão. E, de fato, o rompimento de algum ligamento e o desgaste da cartilagem devido a esforços excessivos estão entre as principais causas das dores nessa região, destaca Sergio Cortes. Contudo, outro motivo bastante comum para esse problema é a artrite, pois quando uma articulação fica inflamada, especialmente a de um local tão exigido como é o joelho, é natural que o resultado final disso seja a ocorrência de dor.

Porém, existem outros dois causadores das dores nos joelhos que, na maioria das vezes, são desprezados: o excesso de peso e a fraqueza muscular. No primeiro caso, a explicação está no fato de que os joelhos são um dos principais responsáveis pela sustentação e o equilíbrio do corpo. Dessa forma, quanto mais pesado for o indivíduo, maior será o esforço feito por essa região para equilibrá-lo. Nesse sentido, o ortopedista Sergio Cortes ressalta que isso acontece de forma ainda mais intensa quando estamos nos deslocando de forma acelerada, seja uma caminhada mais rápida ou uma corrida mesmo.

Diante dos movimentos mais velozes, a demanda pela ação dos joelhos para nos dar equilíbrio é muito maior, podendo ser até triplicada. Ou seja, no caso de uma pessoa que está acima do peso, o esforço focado nessa articulação é muito maior do que o que deveria ser, o que pode desencadear alguns problemas.

Já em relação à fraqueza muscular, Sergio Cortes reporta que ela está diretamente ligada ao esforço feito pelos joelhos para suportar os movimentos do corpo quando estamos em movimento, mesmo que seja apenas nos levantando de uma cadeira, por exemplo. Isso acontece porque todas as ações corporais que fazemos dependem do trabalho conjunto das articulações e dos músculos. Logo, quando estes estão enfraquecidos, aquelas têm que fazer um esforço maior para compensar a ausência da ação da musculatura. Com isso, há uma sobrecarga, o que acaba gerando a ocorrência das dores.

Especialmente no caso dos esportistas, lesões nos meniscos e tendinites também podem gerar um grande desconforto nos joelhos, principalmente se não forem tratadas rapidamente. Nesse sentido, Sergio Cortes cita que, independentemente de ser uma pessoa sedentária ou que prática exercícios regularmente, sempre que surgirem dores nos joelhos ou em qualquer outra articulação, é fundamental ir ao médico para que o problema seja diagnosticado precocemente, pois isso é determinante para viabilizar a cura.
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Você conhece as funções de um ortopedista? Entenda com o médico Sergio Cortes

Para cada problema, existe um médico, e isso todo mundo já sabe. O dentista cuida dos dentes, o oftalmologista cuida dos olhos e o cardiologista, do coração. Mas e o ortopedista, cuida do que, exatamente?

Muitas pessoas acreditam que os ortopedistas são os médicos que tratam, especificamente, dos problemas relacionados à coluna. Bom, a afirmação não estaria errada, caso não estivesse nela a expressão “especificamente”. O médico ortopedista Sergio Cortes explica que a especialidade é, sim, a parte da medicina voltada para as terapêuticas que cuidam da coluna vertebral, porém, ela também trata de todo o sistema locomotor – ou seja, a área inclui tanto os ossos e as articulações, quanto os ligamentos, os tendões e os músculos.

Os médicos ortopedistas, além de fraturas, são os profissionais que tratam, entre outras doenças, da artrite e da tendinite, por exemplo. Dores nas costas; nas juntas; inchaços e desgastes nas articulações; desgaste dos ossos; dificuldade de movimentos; dor muscular; dores na lombar; e lombalgia são alguns dos sintomas que podem ser avaliados por eles, esclarece Sergio Cortes.

Um ortopedista pode atuar em varias áreas. Assim como na maioria das profissões, tudo se baseia na formação de cada médico. Ele pode tratar de pacientes poli traumatizados, tratar das fraturas ósseas simples ou também das mais complicadas, orientar e tratar os pacientes com problemas de postura ou má formação óssea, cuidar da coluna e, até, realizar cirurgias – basta estar apto às tarefas, através das especializações necessárias para cada situação. O ortopedista Sergio Cortes ressalta, inclusive, que, hoje em dia, não é novidade que a especialização seja vista como um importante requisito no mercado de trabalho.

Postura incorreta

A postura incorreta é um dos principais vilões que acarretam alterações na coluna vertebral.  Ninguém aqui pode negar os múltiplos benefícios que as tecnologias – como os computadores, tablets e smatphones – trouxeram para a vida, mas quando o assunto é o sedentarismo, esses aparelhos têm certa dose de culpa.

Muitas pessoas, seja por diversão ou necessidade, passam horas em frente ao computador ou, então, trocam as caminhadas diárias pelo Facebook, Intagram ou Whatsapp – tudo isso “jogadas” nos sofás ou curvadas nas cadeiras e poltronas da casa.

A má postura afeta, especialmente, as regiões cervicais e a lombar. Na região cervical, as consequências podem ser dores, geralmente, difusas e que se irradiam para os ombros.  Já na região lombar, podem acontecer dores – que, em casos extremos, irradiam-se para os membros inferiores – limitação de movimentos e contraturas musculares, aponta Sergio Cortes.

Os médicos alertam que para evitar esses problemas, a má postura deve ser corrigida o mais cedo possível, com as orientações certas sobre a maneira que se deve sentar. É preciso estar atento, por exemplo às alturas adequadas das cadeiras e das mesas – elas precisam ser adaptadas conforme a estatura de cada usuário. Quando estamos em frente ao computador, o ideal é que os pés sempre fiquem apoiados no chão ou em um apoio firme apropriado, já os braços devem ficar flexionados em um ângulo de 90 graus, os punhos necessitam de uma superfície confortável e a tela deve ficar na altura dos nossos olhos. Recomenda-se também alongamentos frequentes e intervalos para a prática de curtas caminhadas, conclui Sergio Cortes.

Sergio Cortes fala da escoliose – segundo a OMS, ela afeta de 2% a 4% da população mundial

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% da população sofrerá, ao menos duas vezes na vida, alguma crise de dor nas costas. Por que? Um dos principais motivos é a chamada “escoliose” – que, segundo a instituição, afeta de 2% a 4% da população mundial. O médico ortopedista Sergio Cortes explica que a enfermidade se refere àquela deformação em que coluna vertebral assume o formato de um “S”.

A escoliose divide-se em três tipos: a congênita, a neuromuscular e a idiopática, considerada a mais frequente. O ortopedista e traumatologista Dr. Osmar Avanzi esclarece que “a última se apresenta como um desvio da coluna lateral e sua causa ainda é desconhecida. Ela geralmente ocorre na adolescência, predominantemente em mulheres, quase numa proporção de três para um homem”.

 

A evolução da deformidade

Sergio Cortes explicita que a evolução da curvatura espinhal acontece ainda na fase de puberdade e o tratamento é feito conforme a observação da curvatura da coluna. Para as curvas com até 20 graus, por exemplo, a análise é feita por meio de radiografias, já nas curvaturas entre 20 e 40 graus, o recomendado é o uso de coletes ortopédicos que agem na correção e na postura. Para casos com deformações acima de 40 graus, no entanto, normalmente, são indicadas abordagens cirúrgicas, informa Sergio Cortes.

 

Causas

A escoliose idiopática, que é a diagnosticada na grande maioria dos casos, ainda não tem causas conhecidas. A congênita acontece devido a problemas relacionados à má formação óssea, já a neuromuscular, é causada por problemas neurológicos como paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida e pólio.

Sergio Cortes enfatiza que é importante tanto os pais quanto os professores das crianças e adolescentes, principalmente os de educação física, estarem atentos à saúde dos jovens. Um teste simples que pode ser aplicado e acusar o problema, por exemplo, é o chamado teste de Adam. A dinâmica baseia-se em olhar para as costas da pessoa que deve ficar em pé, com os braços ao longo do corpo e os pés em posição natural, e avaliar se a coluna está reta ou não.

Caso algum desvio seja notado ou algum dos ombros esteja mais alto do que o outro, há possibilidades de que exista uma escoliose ou, mesmo, algum outro problema que precisa ser corrigido o quanto antes – visto que, nos adultos a curvatura pode ser resultado de uma condição que começou enquanto criança e não foi diagnosticada ou tratada durante a fase de crescimento.

Na fase adulta, o problema também pode ser causado pela degeneração dos discos entre as vértebras da coluna e pela osteoporose. Caso não seja tratado, as situações mais graves em adultos e idosos podem causar dores crônicas e fortes nas costas, deformidades físicas e, até mesmo, dificuldade na respiração, aponta o médico ortopedista Sergio Cortes.

 

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