Sergio Cortes explica o novo padrão da OMS para definir a microcefalia

O Ministério da Saúde do Brasil declarou na quarta-feira, dia 9 de março, que desde o início do mês foram adotados no país os critérios definidos pela Organização Mundial de Saúde para a microcefalia, informa o médico Sergio Cortes. Anteriormente, o critério definido era de que todos os bebês com o perímetro do cérebro igual ou inferior a 32 cm, tinham a doença. Agora, a determinação é de que meninas com menos de 31,5 cm e meninos com menos de 31,9, sejam diagnosticados com a doença.

De acordo com Wanderson Oliveira, coordenador-geral de Vigilância e Respostas às Emergências em Saúde Pública, as secretarias regionais já estão todas cientes sobre a adoção do novo critério. Para ele, essa padronização internacional da OMS ajuda na organização, para a comparação dos dados com os outros países, comenta Sergio Cortes.
 Segundo o boletim do Ministério da Saúde divulgado no mesmo dia, reporta Sergio Cortes, estão atualmente sendo investigados 4.231 casos onde a microcefalia por vir a ser confirmada. No total, já foram confirmados 745 casos, enquanto 1.182 terminaram sendo descartados, até o início do mês de março. Desde que a doença começou a ser diagnosticada entre os bebês, já foram registrados cerca de 6.150 casos de microcefalia. O comunicado também informou que entre esses casos, ocorreram 157 mortes de bebês com suspeita de microcefalia, tanto durante o parto como também na gravidez, comenta Sergio Cortes.

Ao todo, 88 dos casos de microcefalia confirmados apresentaram resultado positivo para o teste de zika vírus. Entre os outros motivos que podem levar a essa má formação cerebral estão a toxoplasmose, rubéola, sífilis, citomegalovírus e herpes viral. Contudo, Claudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, declarou que o número de casos de microcefalia relacionados a outras doenças que não sejam o zika é pequeno e pouco relevante. Segundo Marcelo Castro, ministro da saúde, é recomendável que as mulheres grávidas evitem viagens para locais onde o zika vírus está presente em larga escala. Além disso, informa Sergio Cortes, uma das recomendações do ministro é de que as mulheres não deixem de usar preservativos ao se relacionarem com parceiros que venham de lugares onde o vírus da zika esteja em circulação, pois até o momento ainda estão sendo feitas pesquisas sobre uma possível transmissão sexual da doença.

Em relação às Olimpíadas de 2016, Castro informou que uma série de ações estão sendo tomadas para garantir a segurança de atletas e turistas nos locais onde serão realizados os jogos. Somado a isso, informa Sergio Cortes, está o fato do evento acontecer entre os meses de agosto e setembro, período no qual o Aedes aegypti não se reproduz, o que é um ponto positivo.

 Para completar, o ministro garantiu que não estão ocorrendo atrasos nos repasses financeiros feitos ao Instituto Butantan, instituição responsável por realizar pesquisas e estudos que encontrem possíveis tratamentos contra o vírus da zika e da dengue. Segundo ele, o Butantan ainda precisa enviar os documentos necessários para poder receber posteriormente os recursos destinados a zika e a dengue.

Fonte: G1

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