Zika vírus e as alterações visuais — com comentários de Sergio Cortes

O Zika vírus, um microrganismo transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, tem causado grandes impactos no Brasil e no mundo. Após ter sido relacionado com a microcefalia, recentemente ele foi também associado a problemas de visão em crianças que nasceram com o crânio em tamanho menor do que o normal. Uma das questões a ser esclarecida, é se somente os bebê com microcefalia podem apresentam esses prejuízos nas funções dos olhos ou se todas as mães que durante a gestação manifestaram a doença devem se preocupar com o problema. Dificuldades estruturais vêm sendo enfrentadas e faltam os equipamentos necessários para a abordagem dos danos. Além disso, a visão é lesada em mais de uma região do aparelho visual.

O vírus parece afetar a visão tanto a partir de danos no nervo óptico e na retina, informa o Sergio Cortes. O nervo óptico é responsável pela transmissão das imagens que são formadas na retina. Ele é afetado por agentes patogênicos como o Toxoplasma e o Citomegalovírus, além do Zika. Quanto à retina, ela dificilmente sofre com infecções, o que representa uma atipicidade dessa doença, e que, por isso, necessita de maiores investigações. Para piorar, o problema parece não se relacionar à microcefalia. Muitas mães passaram grandes preocupações durante a gestação devido ao Zika e várias delas se sentiram bastante aliviadas quando, ao nascimento, perceberam a normalidade do tamanho da cabeça de seus filhos. Porém, novas descobertas infelizmente devem questionar o estado dessas crianças, já que a associação do Zika aos problemas de visão já foi confirmada. Essa mães devem procurar apoio médico para verificar a capacidade visual de seus filhos. E, pelo que se sabe, a perda da visão não está relacionada com a microcefalia e é resultado de um dano direto às estruturas ópticas. Nesse quadro, ainda faltam os equipamentos necessários para a abordagem da questão.

Teste aplicado tradicionalmente em recém nascido para verificar as condições da visão, o teste do olhinho é insuficiente para perceber os danos nesse caso. Para isso, é necessária uma máquina capaz se produzir imagens de alta resolução do fundo do olho, chamado RetCam. No Nordeste, região endêmica para o Zika, estima-se que seriam precisos cerca de 20 desses equipamentos para um acompanhamento ideal da doença. Porém, atualmente somente um deles está disponível, encontrando-se na Fundação Altino Ventura, no Recife, informa o médico Sergio Cortes. Muitas dificuldades são encontradas.

Recentemente, a

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