Sergio Cortes comenta relatório da OMS sobre acesso a vacinas na África

Os inúmeros problemas que atingem a África estão sempre sendo discutidos pelas autoridades e as instituições internacionais. E mesmo que a violência e a fome ainda sejam fatores extremamente preocupantes naquela região, as questões relativas à saúde ainda parecem ser a maior de todas as dificuldades atravessadas pelo povo africano, principalmente pelo fato de que esse é um problema que pode desencadear diversas outras complicações. Por tudo isso, o médico Sergio Cortes comenta a seguir um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado recentemente que apontou, entre outros números, que cerca de 20% das crianças africanas ainda não têm acesso adequado às vacinas mais essenciais, o que faz com que aquele continente permaneça sendo o que apresenta a menor taxa de imunização em todo o mundo.

O médico começa reportando que no relatório, denominado “Cumprindo com uma promessa: garantir a imunização para todos na África”, a OMS alertou as autoridades africanas para a necessidade de ser dada prioridade ao acesso às vacinas em todo o continente. Embora a organização também tenha reconhecido que houve um considerável avanço nesse sentido nos últimos anos. Sergio Cortes destaca que todas as questões relativas a esse assunto estão sendo amplamente discutidas pelas autoridades dos países daquela região, inclusive com a realização no mês de fevereiro, na Etiópia, da primeira cúpula ministerial sobre imunização.

Sergio Cortes ressalta também o que disse Matshidiso Moeti, que é a diretora regional da OMS no continente africano. Segundo ela, é inadmissível que 20% das crianças de toda região ainda não tenham a disposição às vacinas consideradas básicas. A diretora também ressaltou que o fato de, em 2014, apenas nove países na região terem apresentado mais de 80% de imunização é muito preocupante. Ela destacou que a união é o melhor caminho para dar a todas as crianças da África o acesso à vacinação e lhes proporcionar um futuro próspero. Outro dado que Sergio Cortes noticia é que, segundo o relatório, entre os anos de 2000 e 2014, o número de mortes causadas por sarampo no continente diminuiu 86%. Contudo, a OMS considera que ainda é preciso tomar medidas mais eficientes para acabar definitivamente com essa doença. Juntamente com a rubéola e o tétano neonatal, o sarampo já foi erradicado em um grande número de países, mas permanece ativo na África principalmente pela falta de vacinação adequada. A OMS também destacou a importância de fortalecer os sistemas sanitários da região que, pois diversos fatores, como crises causadas por epidemias e conflitos armados, acabam ficando muito frágeis, o que acaba causando e potencializando diversas doenças.

Para concluir, Sergio Cortes reporta que, mesmo com alguns números insatisfatórios e as diversas dificuldades que ainda serão enfrentadas, a OMS destacou a evolução alcançada nos últimos tempos. Uma prova disso é que, em 2000, apenas 57% do continente tinha cobertura de imunização, número que passou para cerca de 80% em 2014. A organização também ressaltou o êxito na introdução de novas vacinas e a relevância de sua aplicação no contexto econômico e social.

Fonte: Exame

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