Dr Sergio Cortes: OMS averiguara a existência da relação entre zika e microcefalia 

Em nota divulgada recentemente, OMS indica um prazo de 4 meses para comprovar a relação do zika com a microcefalia . A seguir, o médico Sergio Cortes comenta a notícia. Diversos são os estudos que vêm apontado a relação do vírus com a manifestação da doença, que acomete recém nascidos, levando à diminuição das dimensões do encéfalo e comprometendo em muito o desenvolvimento posterior dessas pessoas. O prazo divulgado pela OMS(Organização Mundial da Saúde) se refere ao nascimento dos bebês cujas mães sabidamente sofreram o problema no período em que os casos aumentaram no Brasil.

No último trimestre do ano passado, cresceu o número de pessoas que sofreram com o vírus, informa o Sergio Cortes. Com isso, as autoridades passaram a acompanhar os casos em que mulheres grávidas ficarem doentes, de modo que, aproximadamente no mês de julho desse ano, elas se tornarão mães. Assim , a questão será esclarecida de maneira mais prática e precisa.

Além disso, outras são as evidências que demonstram a existência da relação entre os dois. Por exemplo, pesquisas, que foram fundamentadas em necropsias, encontraram o vírus no interior do encéfalo de crianças com microcefalia. Porém, é preciso se perceber as informações com cautela, e, segundo Bruce Aylward, diretor para Emergências de Saúde da OMS , “isso não demonstra causalidade”. Regiões onde antes havia ocorrido surtos de Zika foram os mesmos lugares em que, posteriormente, ocorrem os casos de microcefalia. Estudos levaram o Ministério da Saúde brasileiro a confirmar esta relação no final de agosto de 2015, relata o Sergio Cortes. Uma das questões que mais se discute a cerca do tema é a respeito dos impactos dessa doença sobre a Rio-16. É provável que as Olimpíadas não sejam prejudicadas pelo vírus. Bruce Aylward, da OMS, informa que o clima do inverno, época em que ocorrerá a Rio-16, leva à diminuição da incidência do mosquito, relata o médio Sergio Cortes.

O Zika é transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da chikungunya, podendo causar febre, mal estar, dores no corpo e na cabeça, apatia, cansaço, dores articulares e outros, além da já citada microcefalia e possivelmente a síndrome de Guillain-Barré (doença neurológica grave, de origem autoimmune). Geralmente, não apresenta sintomas muito agressivos e eles podem desaparecer sem mesmo o uso de medicação. O vírus tem se espalhado rapidamente pelo globo, sendo que, desde 2007, 41 países registraram a transmissão do Zika. Em 2015, devido à grande dimensão dos ocorridos, a OMS emitiu um alerta respeito da questão, noticia Sergio Cortes.

Ainda que o Ministério da Saúde brasileiro já tenha confirmado a relação do Zika com a microcefalia e que diversos estudos e relatos indiquem esse fato, a palavra final sobre o tema será proclamada daqui a aproximados 4 meses, quando, por fim, nascerão os filhos das mães que foram infectadas pelo vírus durante a gestação. Quando isso ocorrer, a OMS terá fundamentos suficientes para provar essa teoria, noticia o Sergio Cortes. Assim, não restarão mais dúvidas a respeito do tema.

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/ligar-zika-e-microcefalia-levara-4-meses-diz-oms-20022016

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