Mês: Março 2016

Sergio Cortes explica o novo padrão da OMS para definir a microcefalia

O Ministério da Saúde do Brasil declarou na quarta-feira, dia 9 de março, que desde o início do mês foram adotados no país os critérios definidos pela Organização Mundial de Saúde para a microcefalia, informa o médico Sergio Cortes. Anteriormente, o critério definido era de que todos os bebês com o perímetro do cérebro igual ou inferior a 32 cm, tinham a doença. Agora, a determinação é de que meninas com menos de 31,5 cm e meninos com menos de 31,9, sejam diagnosticados com a doença.

De acordo com Wanderson Oliveira, coordenador-geral de Vigilância e Respostas às Emergências em Saúde Pública, as secretarias regionais já estão todas cientes sobre a adoção do novo critério. Para ele, essa padronização internacional da OMS ajuda na organização, para a comparação dos dados com os outros países, comenta Sergio Cortes.
 Segundo o boletim do Ministério da Saúde divulgado no mesmo dia, reporta Sergio Cortes, estão atualmente sendo investigados 4.231 casos onde a microcefalia por vir a ser confirmada. No total, já foram confirmados 745 casos, enquanto 1.182 terminaram sendo descartados, até o início do mês de março. Desde que a doença começou a ser diagnosticada entre os bebês, já foram registrados cerca de 6.150 casos de microcefalia. O comunicado também informou que entre esses casos, ocorreram 157 mortes de bebês com suspeita de microcefalia, tanto durante o parto como também na gravidez, comenta Sergio Cortes.

Ao todo, 88 dos casos de microcefalia confirmados apresentaram resultado positivo para o teste de zika vírus. Entre os outros motivos que podem levar a essa má formação cerebral estão a toxoplasmose, rubéola, sífilis, citomegalovírus e herpes viral. Contudo, Claudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, declarou que o número de casos de microcefalia relacionados a outras doenças que não sejam o zika é pequeno e pouco relevante. Segundo Marcelo Castro, ministro da saúde, é recomendável que as mulheres grávidas evitem viagens para locais onde o zika vírus está presente em larga escala. Além disso, informa Sergio Cortes, uma das recomendações do ministro é de que as mulheres não deixem de usar preservativos ao se relacionarem com parceiros que venham de lugares onde o vírus da zika esteja em circulação, pois até o momento ainda estão sendo feitas pesquisas sobre uma possível transmissão sexual da doença.

Em relação às Olimpíadas de 2016, Castro informou que uma série de ações estão sendo tomadas para garantir a segurança de atletas e turistas nos locais onde serão realizados os jogos. Somado a isso, informa Sergio Cortes, está o fato do evento acontecer entre os meses de agosto e setembro, período no qual o Aedes aegypti não se reproduz, o que é um ponto positivo.

 Para completar, o ministro garantiu que não estão ocorrendo atrasos nos repasses financeiros feitos ao Instituto Butantan, instituição responsável por realizar pesquisas e estudos que encontrem possíveis tratamentos contra o vírus da zika e da dengue. Segundo ele, o Butantan ainda precisa enviar os documentos necessários para poder receber posteriormente os recursos destinados a zika e a dengue.

Fonte: G1

Zika vírus e as alterações visuais — com comentários de Sergio Cortes

O Zika vírus, um microrganismo transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, tem causado grandes impactos no Brasil e no mundo. Após ter sido relacionado com a microcefalia, recentemente ele foi também associado a problemas de visão em crianças que nasceram com o crânio em tamanho menor do que o normal. Uma das questões a ser esclarecida, é se somente os bebê com microcefalia podem apresentam esses prejuízos nas funções dos olhos ou se todas as mães que durante a gestação manifestaram a doença devem se preocupar com o problema. Dificuldades estruturais vêm sendo enfrentadas e faltam os equipamentos necessários para a abordagem dos danos. Além disso, a visão é lesada em mais de uma região do aparelho visual.

O vírus parece afetar a visão tanto a partir de danos no nervo óptico e na retina, informa o Sergio Cortes. O nervo óptico é responsável pela transmissão das imagens que são formadas na retina. Ele é afetado por agentes patogênicos como o Toxoplasma e o Citomegalovírus, além do Zika. Quanto à retina, ela dificilmente sofre com infecções, o que representa uma atipicidade dessa doença, e que, por isso, necessita de maiores investigações. Para piorar, o problema parece não se relacionar à microcefalia. Muitas mães passaram grandes preocupações durante a gestação devido ao Zika e várias delas se sentiram bastante aliviadas quando, ao nascimento, perceberam a normalidade do tamanho da cabeça de seus filhos. Porém, novas descobertas infelizmente devem questionar o estado dessas crianças, já que a associação do Zika aos problemas de visão já foi confirmada. Essa mães devem procurar apoio médico para verificar a capacidade visual de seus filhos. E, pelo que se sabe, a perda da visão não está relacionada com a microcefalia e é resultado de um dano direto às estruturas ópticas. Nesse quadro, ainda faltam os equipamentos necessários para a abordagem da questão.

Teste aplicado tradicionalmente em recém nascido para verificar as condições da visão, o teste do olhinho é insuficiente para perceber os danos nesse caso. Para isso, é necessária uma máquina capaz se produzir imagens de alta resolução do fundo do olho, chamado RetCam. No Nordeste, região endêmica para o Zika, estima-se que seriam precisos cerca de 20 desses equipamentos para um acompanhamento ideal da doença. Porém, atualmente somente um deles está disponível, encontrando-se na Fundação Altino Ventura, no Recife, informa o médico Sergio Cortes. Muitas dificuldades são encontradas.

Recentemente, a

Sergio Cortes comenta relatório da OMS sobre acesso a vacinas na África

Os inúmeros problemas que atingem a África estão sempre sendo discutidos pelas autoridades e as instituições internacionais. E mesmo que a violência e a fome ainda sejam fatores extremamente preocupantes naquela região, as questões relativas à saúde ainda parecem ser a maior de todas as dificuldades atravessadas pelo povo africano, principalmente pelo fato de que esse é um problema que pode desencadear diversas outras complicações. Por tudo isso, o médico Sergio Cortes comenta a seguir um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado recentemente que apontou, entre outros números, que cerca de 20% das crianças africanas ainda não têm acesso adequado às vacinas mais essenciais, o que faz com que aquele continente permaneça sendo o que apresenta a menor taxa de imunização em todo o mundo.

O médico começa reportando que no relatório, denominado “Cumprindo com uma promessa: garantir a imunização para todos na África”, a OMS alertou as autoridades africanas para a necessidade de ser dada prioridade ao acesso às vacinas em todo o continente. Embora a organização também tenha reconhecido que houve um considerável avanço nesse sentido nos últimos anos. Sergio Cortes destaca que todas as questões relativas a esse assunto estão sendo amplamente discutidas pelas autoridades dos países daquela região, inclusive com a realização no mês de fevereiro, na Etiópia, da primeira cúpula ministerial sobre imunização.

Sergio Cortes ressalta também o que disse Matshidiso Moeti, que é a diretora regional da OMS no continente africano. Segundo ela, é inadmissível que 20% das crianças de toda região ainda não tenham a disposição às vacinas consideradas básicas. A diretora também ressaltou que o fato de, em 2014, apenas nove países na região terem apresentado mais de 80% de imunização é muito preocupante. Ela destacou que a união é o melhor caminho para dar a todas as crianças da África o acesso à vacinação e lhes proporcionar um futuro próspero. Outro dado que Sergio Cortes noticia é que, segundo o relatório, entre os anos de 2000 e 2014, o número de mortes causadas por sarampo no continente diminuiu 86%. Contudo, a OMS considera que ainda é preciso tomar medidas mais eficientes para acabar definitivamente com essa doença. Juntamente com a rubéola e o tétano neonatal, o sarampo já foi erradicado em um grande número de países, mas permanece ativo na África principalmente pela falta de vacinação adequada. A OMS também destacou a importância de fortalecer os sistemas sanitários da região que, pois diversos fatores, como crises causadas por epidemias e conflitos armados, acabam ficando muito frágeis, o que acaba causando e potencializando diversas doenças.

Para concluir, Sergio Cortes reporta que, mesmo com alguns números insatisfatórios e as diversas dificuldades que ainda serão enfrentadas, a OMS destacou a evolução alcançada nos últimos tempos. Uma prova disso é que, em 2000, apenas 57% do continente tinha cobertura de imunização, número que passou para cerca de 80% em 2014. A organização também ressaltou o êxito na introdução de novas vacinas e a relevância de sua aplicação no contexto econômico e social.

Fonte: Exame

Dr Sergio Cortes: OMS averiguara a existência da relação entre zika e microcefalia 

Em nota divulgada recentemente, OMS indica um prazo de 4 meses para comprovar a relação do zika com a microcefalia . A seguir, o médico Sergio Cortes comenta a notícia. Diversos são os estudos que vêm apontado a relação do vírus com a manifestação da doença, que acomete recém nascidos, levando à diminuição das dimensões do encéfalo e comprometendo em muito o desenvolvimento posterior dessas pessoas. O prazo divulgado pela OMS(Organização Mundial da Saúde) se refere ao nascimento dos bebês cujas mães sabidamente sofreram o problema no período em que os casos aumentaram no Brasil.

No último trimestre do ano passado, cresceu o número de pessoas que sofreram com o vírus, informa o Sergio Cortes. Com isso, as autoridades passaram a acompanhar os casos em que mulheres grávidas ficarem doentes, de modo que, aproximadamente no mês de julho desse ano, elas se tornarão mães. Assim , a questão será esclarecida de maneira mais prática e precisa.

Além disso, outras são as evidências que demonstram a existência da relação entre os dois. Por exemplo, pesquisas, que foram fundamentadas em necropsias, encontraram o vírus no interior do encéfalo de crianças com microcefalia. Porém, é preciso se perceber as informações com cautela, e, segundo Bruce Aylward, diretor para Emergências de Saúde da OMS , “isso não demonstra causalidade”. Regiões onde antes havia ocorrido surtos de Zika foram os mesmos lugares em que, posteriormente, ocorrem os casos de microcefalia. Estudos levaram o Ministério da Saúde brasileiro a confirmar esta relação no final de agosto de 2015, relata o Sergio Cortes. Uma das questões que mais se discute a cerca do tema é a respeito dos impactos dessa doença sobre a Rio-16. É provável que as Olimpíadas não sejam prejudicadas pelo vírus. Bruce Aylward, da OMS, informa que o clima do inverno, época em que ocorrerá a Rio-16, leva à diminuição da incidência do mosquito, relata o médio Sergio Cortes.

O Zika é transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da chikungunya, podendo causar febre, mal estar, dores no corpo e na cabeça, apatia, cansaço, dores articulares e outros, além da já citada microcefalia e possivelmente a síndrome de Guillain-Barré (doença neurológica grave, de origem autoimmune). Geralmente, não apresenta sintomas muito agressivos e eles podem desaparecer sem mesmo o uso de medicação. O vírus tem se espalhado rapidamente pelo globo, sendo que, desde 2007, 41 países registraram a transmissão do Zika. Em 2015, devido à grande dimensão dos ocorridos, a OMS emitiu um alerta respeito da questão, noticia Sergio Cortes.

Ainda que o Ministério da Saúde brasileiro já tenha confirmado a relação do Zika com a microcefalia e que diversos estudos e relatos indiquem esse fato, a palavra final sobre o tema será proclamada daqui a aproximados 4 meses, quando, por fim, nascerão os filhos das mães que foram infectadas pelo vírus durante a gestação. Quando isso ocorrer, a OMS terá fundamentos suficientes para provar essa teoria, noticia o Sergio Cortes. Assim, não restarão mais dúvidas a respeito do tema.

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/ligar-zika-e-microcefalia-levara-4-meses-diz-oms-20022016

Sergio Cortes traz os dados de zika fora do Brasil

O tão temido mosquito Aedes Aegypti aos quais no passado era o responsável pela transmissão somente do vírus da Dengue evoluiu. Segundo o médico Sergio Cortes, acredita-se que o mosquito agora possa transmitir além da Dengue também a Chikungunya e o temível Zica vírus responsável pela microcefalia em bebês ainda em desenvolvimento no útero materno. Sergio Cortes explica que o caso ainda está em fase de análise e estudos aprofundados para a descoberta se os casos de microcefalia alarmantes estão realmente associados à picada do mosquito Aedes Aegypti.

O caso, no entanto, não é exclusivo do solo brasileiro. Segundo reportagem divulgada no G1 – globo.com, na Flórida, EUA, foram registrados 32(trinta e dois) casos de Zica vírus dentre eles 3 (três) registrados em mulheres grávidas. Segundo departamento de saúde local. Ainda segundo reportagem, os casos se apresentaram somente em pacientes com registro de viagens a locais onde há propagação dos vírus através do mosquito transmissor. Ainda segundo o médico Sergio Cortes, este é um importante ponto onde pode-se perceber que o ser humano é propagador do vírus.

Viagens dentro e fora do país ao qual residem são comuns. Países do exterior recebem por ano milhares de turistas e uma porcentagem destes pode entrar no país portando o vírus muitas vezes de forma ainda desconhecida apresentando os sintomas dentro do país de destino o que confunde as autoridades locais a respeito de onde possam tê-los adquirido. Quando não tratados ou descobertas suas origens estes portadores podem continuar sua linha de transmissão conforme percorrem por outros países.

Segundo estudos recentes, reporta Sergio Cortes, descobriu-se que através de contatos sexuais e orais (beijos) podem ser transmitidos tais vírus o que segundo Sergio Cortes só torna ainda mais alarmante toda esta situação tornando-se em pouco tempo em uma epidemia mundial. Têm se trabalhado duro contra tudo isto. Estudos relacionados a tal vírus e formas de propagação têm sido incansavelmente debatidos e estudados também no que se refere ao combate a tal agente transmissor. Ao longo dos meses, pesquisadores tem chegado a importantes descobertas porém nada tão significativo ao ponto de deter a disseminação do mesmo.

Diante de tal realidade a qual nos encontramos Sergio Cortes alerta para o fato de evitarem ao máximo possíveis viagens ao exterior ou até mesmo dentro do próprio país, principalmente em se tratando de mulheres grávidas em início de gestação. Ele alerta que embora a situação mundial seja alarmante não há motivos para pânico quando tomados os devidos cuidados.
Sergio Cortes alerta para um momento de união da população, um momento de vigiarmos nossos quintais evitando qualquer ponto que permita a disseminação de larvas do Aedes Aegypti e principalmente no que tange as mulheres, planejar para mais tardiamente sua gravidez evitando que acidentalmente o embrião possa adquirir a microcefalia.
Quanto as que já estão grávidas, também não há motivos para alarde. Apenas evitem se expor desnecessariamente e com cuidados especiais como uso de repelentes e telas nas janelas é possível chegar ao 9° mês de gestação sem futuros problemas para o bebê.

Fonte: G1