Sergio Cortes traz os resultados do estudo francês sobre gêmeos

gemeos

 

Um estudo feito pelo Gilles Pison, professor do Museu de História Nacional e pesquisador do Instituto Nacional de Estudos Demográficos (INED) da França, comprovou que nos últimos quarenta anos, o número de gêmeos nos países desenvolvidos quase dobrou devido à decisão de prorrogação da gravidez e à necessidade de recorrer a assistência médica para a procriação.

Sergio Cortes comenta que, nas últimas décadas, se tornou comum as mulheres decidirem ser mães após se estabilizarem em suas vidas profissionais, garantindo desta forma, melhores condições futuras para os filhos. A grande variedade de métodos anticoncepcionais, se tornaram facilitadores para a prorrogação, porém, após os 35 anos, ocorrem situações que levam a probabilidade de gravidez de gêmeos. A dificuldade de engravidar com a redução da produção de óvulos é uma delas. Com a idade avançada, as mulheres reduzem essa produção e consequentemente se tornam menos férteis, explica Sergio Cortes, segundo dados da pesquisa.Devido a essa dificuldade de engravidar, a procura pela Assistência Médica à Procriação (AMP) se torna necessária para que haja a possibilidade de fertilização artificial conhecida como fertilização in vitro.

A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução em laboratório, com a inserção de uma quantidade de espermatozóides ao redor dos ovócitos, com o objetivo da fecundação e que são direcionados para o útero para desenvolvimento do embrião. Sergio Cortes ressalta que, nessas situações, há grande probabilidade da fertilização ocorrer em mais de um óvulo, devido as poliovulações. A outra situação está relacionada a poliovulação que é um fenômeno de origem hormonal no qual a mulher libera mais de um óvulo maduro durante o mesmo período. Isso pode acarretar a formação de gêmeos dizigóticos, ou seja, a formação de dois embriões através de dois ovócitos fecundados por dois espermatozóides.

Porém, segundo a pesquisa, se houver uma tendência ao crescimento do índice de gêmeos, isso afetará a questão de saúde pública, diz Sergio Cortes, pois a gravidez de gêmeos pode gerar riscos às mães que tendem a adquirir algumas doenças como a diabetes gestacional, eclampsia – que é o aumento da hipertensão arterial – e a depressão pós-parto.  Sergio Cortes reforça que quando os bebês nascem prematuros é necessário um acompanhamento mais efetivo até o seu desenvolvimento, porém o risco de aumento da taxa de mortalidade infantil continua presente nessa situação.

Além disso, após os 35 anos, durante a gestação, aumenta a probabilidade do bebê adquirir uma doença chamada Trissomia do Cromossomo 21, conhecida como Síndrome de Down, que é um distúrbio genético onde o bebê possui 3 cromossomos 21 e não 2 como deveria. Este distúrbio pode causar danos como retardo mental, alteração da aparência facial entre outros que afetam o desenvolvimento físico do bebê. Em resumo, Sergio Cortes traz a conclusão da pesquisa e dos especialistas que aconselham que o planejamento familiar seja feito com cautela, durante o período da vida em que a mulher terá melhores condições de saúde para manter a gravidez. Caso haja a necessidade de fertilização in vitro, é recomendado que a reprodução ocorra em apenas um óvulo, garantindo uma gravidez com menores riscos, sempre com o acompanhamento médico ginecológico, obstétrico e pediátrico após o parto.

Fonte: G1

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