Mês: Janeiro 2016

O corpo na luta contra o câncer: Sergio Cortes apoia a atividade física como proteção

O corpo humano precisa de fortalecimento, o que em vários aspectos torna-se uma ferramenta para proteção contra doenças de um modo geral, afirma Sergio Cortes. O que geralmente ocorre com as pessoas é uma transferência para o corpo de dificuldades que deveriam ser resolvidas pela nossa mente, e só por ela. Na verdade, o ser humano somatiza os problemas. E assim, o sistema imunológico enfraquece e o corpo adoece. Sergio Cortes orienta que os exercícios físicos auxiliam na prevenção de doenças e acabam por proteger o corpo contra quase todos os males, inclusive o câncer.

Para termos uma vida saudável devemos estar protegidos por uma boa alimentação e por exercícios, moderados ou não, respeitando os limites de cada um de nós. Individualmente.

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Para Sergio Cortes, a proteção do corpo em relação às doenças se dá com exercícios realizados, não só em caráter preventivo, mas também como possibilidade de recuperação. O nosso corpo reage positivamente aos tratamentos e suporta melhor a toxicidade dos medicamentos usados, principalmente, em se tratando dessa doença chamada câncer.

Há estudos e pesquisas recentes sendo realizados a respeito da relação existente entre o cuidado da saúde – sendo mantido através de exercícios – e a prevenção de alguns tipos de câncer, como os de mama, de endométrio e os de cólon. Uma coisa é certa, diz Sergio Cortes, a inatividade não ajuda em nada, a não ser que o repouso seja previamente estabelecido pelo médico que esteja acompanhando aquele ou aquela paciente. O câncer causa depressão e fadiga, situação essa que piora se o paciente ficar acamado e se deixar dominar pelo desânimo. A pessoa perde força física e psicológica. É quando se deve estabelecer uma rotina de exercícios leves e pausados, com séries de atividades intercaladas com períodos de descanso e o consumo frequente de água para hidratar.

Resistência e força muscular podem proteger os cidadãos da possível fragilidade que acontece quando acometidos por doenças graves e inclusive os fortalece para não se deixarem desistir. A flexibilidade é mais um item que auxilia na autoestima e desta forma cria-se uma energia positiva ao redor de nosso corpo, segundo Sergio Cortes. Todos esses dados são responsáveis pela qualidade de vida do paciente com câncer. A musculatura resiste às quedas e auxilia os ossos a se manterem fortes. Com a frequência cardíaca regularizada pelos exercícios, o fluxo sanguíneo é ativado, fazendo com que o cérebro desse indivíduo seja oxigenado como deve ser. Mantém o controle do peso e a pessoa se sente melhor por dentro e por fora.

O que acontece de fato passa por uma concepção de bem-estar. Um elo entre a qualidade de vida e a doença.

Acredita-se, e Sergio Cortes corrobora na afirmação, que não sendo possível a cura do câncer em algumas pessoas, será possível, durante e após o tratamento, uma recuperação pautada pela reintegração do indivíduo no mundo social em que vive ou vivia antes da doença se instalar. E a atividade física tem papel fundamental sobretudo nesse processo de retomada.

Sergio Cortes aborda os quatro mitos sobre o consumo de bebidas alcoólicas

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Recentemente, a Inglaterra lançou uma campanha chamada Dry January (“Janeiro Seco” em português) que propõe que as pessoas fiquem 31 dias sem consumir álcool de qualquer espécie. A ideia é defender que o não consumo de álcool traz muitos benefícios, como um sono melhor ou ainda a perda de peso. A campanha teve muitas adesões, entre elas, a do médico e apresentador da BBC Michael Mosley, comenta Sergio Cortes, médico que noticia informações sobre saúde e bem-estar.

Como médico, Michael Mosley determinou que faria exames prévios antes de iniciar a campanha e, também, que retornaria a fazer exames após o final do período para obter os resultados e compará-los. Com o tempo de espera sem ingerir álcool, Michael Mosley foi descobrir quais eram os mitos mais famosos sobre o consumo de álcool.

Sergio Cortes comenta que o primeiro mito é sobre “beber moderadamente não faz mal à saúde”. Em vista das entrevistas com outros médicos realizadas por Michael Mosley, ficou claro que o consumo de álcool em qualquer quantidade é prejudicial à saúde pois aumenta as chances de desenvolver alguns tipos de câncer. Embora as chances sejam pequenas com o consumo moderado de álcool, elas ainda estão presentes. E as chances tendem a aumentar se o consumo for exagerado, explica Sergio Cortes. O médico com quem Michael Mosley conversou não acredita que exista algum benefício no consumo de álcool, ele afirmou ver apenas as vantagens sócias do consumo moderado.

O segundo mito apresentado por Mosley é que tomar vinho faz bem. De fato, cita Sergio Cortes, existem estudos que mostram que o consumo de vinho diminui um tipo de colesterol que se acumula nas paredes das artérias e que poderia provocar problemas cardiovasculares e obstruções. No entanto, Mosley afirma que para que o vinho promovesse essa limpeza de colesterol, seria necessário consumir grandes quantidades, o que não é recomendado, uma vez que qualquer quantidade de álcool consumida aumentaria as chances de desenvolver câncer ou outras doenças relacionadas ao álcool.

O próximo mito explorado por Michael Mosley é sobre “misturar bebidas te deixa mais bêbado”. O apresentador da BBC afirmou que isso não faz sentido, uma vez que não existe diferença nos tipos de álcool consumidos porque o resultado final será o mesmo. Segundo Sergio Cortes, embora Mosley afirme isso, existe a exceção de bebidas borbulhantes, uma vez que elas produzem um relaxamento nos músculos que controlam a entrada de bebida e comida entre o estômago e o intestino delgado. Com esses músculos relaxados, qualquer outra bebida alcoólica consumida irá te deixar bêbado mais rápido.

O último mito é que a cafeína pode ajudar na ressaca, comenta Sergio Cortes. Essa afirmação é um verdadeiro mito. A cafeína não pode ajudar a acelerar o metabolismo corporal que trata de metabolizar o álcool ingerido. Segundo Mosley, o maior benefício da cafeína em relação a ressaca é deixar a pessoa mais atenta, mas não produz efeito algum sobre a ressaca em si.