Febre chikungunya: Sergio Cortes explica o que é e quais os sintomas e tratamento

Fonte: Uol
Fonte: Uol

A preocupação com a saúde, no Brasil, tem sido recorrente nos últimos dias, visto as recentes notícias relacionadas ao Zica vírus. A doença tem tomado a atenção das autoridades de saúde desde que foi confirmada, em novembro, pelo Ministério da Saúde, a relação com a microcefalia em bebês. A notícia deixou os pais e, principalmente, as gestantes em alerta.

Recentemente, em Pernambuco, um fato que despertou a preocupação dos responsáveis pelas crianças, foi quando cerca de 30 bebês apresentaram um quadro de bolhas na pele que evoluíram para feridas. Depois de exames realizados no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen), o diagnóstico, no entanto, não foi o Zica vírus. Médicos do Hospital Oswaldo Cruz (HUOC) e do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), que acompanham os casos, afirmam que o quadro está relacionado à evolução da febre chikungunya.

O que é a febre chikungunya?

O doutor Sergio Cortes, explica que a Febre Chikungunya, em português, febre “chicungunha”, é uma doença semelhante a dengue, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), da família Togaviridae. Ela pode ser transmitida através da picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

No Brasil, os primeiros casos de transmissão da doença aconteceram em Setembro de 2014. Até então, o que se tinha conhecimento era de casos importados, ou seja, adquiridos por brasileiros que tinham viajado para áreas endêmicas, esclarece Sergio Cortes.

Foi na Tanzânia, em 1950, que a febre chikungunya teve seu vírus isolado pela primeira vez. O nome tem origem no mal causado pelo vírus, pois chikungunya significa, no dialeto Makonde da Tanzânia, “aqueles que se dobram”. A doença é pouco letal, porém muito limitante, diz o doutor Sergio Cortes, quem sofre dela tem dificuldade de se movimentar e se locomover, por conta das articulações inflamadas e doloridas, justificando o “andar curvado”.

Sintomas e tratamento

Os sintomas da febre chikungunya são parecidos com o da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. No entanto, com um agravante, destaca o doutor Sergio Cortes, as dores articulares. O período de incubação do vírus pode ser de até duas semanas, mas, na maioria dos casos, a doença surge entre três a sete dias após a picada do mosquito. As dores nas articulações costumam surgir nas primeiras 48 horas, o vírus avança nas juntas e gera inflamações com dores fortes, inchaço, vermelhidão e calor local. As mãos, punhos, pés e tornozelos costumam ser os lugares mais afetados, dor intensa na região lombar também é comum. Os sintomas também podem incluir erupções cutâneas, vômitos e náuseas.

Assim como a dengue, a febre chikungunya, não tem tratamento específico, explica o médico especialista, Sergio Cortes. Contudo, é importante tomar muito líquido para evitar a desidratação, cerca de 1,5 a 2,0 litros de água por dia. Para controlar a febre e aliviar as dores articulares, os medicamentos mais receitados pelos médicos são o paracetamol e a dipirona. O doutor Sergio Cortes ainda alerta que para evitar a transmissão do vírus, é aconselhável manter os pacientes em áreas isoladas, sob mosquiteiros, durante o estado febril, evitando, assim, a contaminação de outros Aedes aegypti que podem transmitir a doença para as demais pessoas.

A maioria dos pacientes melhora de forma espontânea depois de cerca de 7 a 10 dias, de qualquer forma é importante procurar atendimento médico para se certificar do diagnóstico, e evitar a automedicação.

Fonte: Globo

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