Descubra mais sobre o zika vírus com o Sergio Cortes

zika

As primeiras evidências do zika vírus surgiram nos anos 40, quando a doença foi identificada pela primeira vez em alguns países da África como Uganda, Serra Leoa e Tanzânia. Com o passar dos anos, segundo o Dr. Sergio Cortes, o vírus também se propagou pelo continente asiático, atingindo locais como a Índia e a Tailândia, por exemplo.

Recentemente, em 2015, o vírus começou a circular por nove países da América Latina, incluindo o Brasil, o México e a Colômbia, o que acabou fazendo com que a OMS (Organização Mundial da Saúde) emitisse um alerta sobre os perigos da doença e os possíveis impactos e consequências que ela pode gerar na vida daqueles que foram infectados.

No Brasil, os primeiros casos de zika vírus ocorreram no mês de abril e, desde então, o aumento contínuo no número de ocorrências da doença tem causado uma grande preocupação por parte dos especialistas em saúde no país. Se por um lado os sintomas do zika vírus não chegam a ser graves e a doença pode ser rapidamente controlada e curada, ressalta o Dr. Sergio Cortes, o que está realmente preocupando os médicos é o fato de existir uma relação já comprovada entre o zika vírus e a microcefalia e, talvez, com a síndrome de Guillain-Barré.

De acordo com o Dr. Sergio Cortes, médico especialista no assunto, a síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica bastante grave, de origem autoimune, que segundo pesquisas recentes realizadas pela OMC, também pode estar relacionada ao zika vírus. A relação entre o vírus e a microcefalia, por sua vez, foi confirmada no final do mês de agosto pelo Ministério da Saúde brasileiro após ser constatado que as regiões mais afetadas com casos de microcefalia eram as mesmas onde, meses antes, haviam ocorrido surtos de zika vírus. 

Para compreender mais sobre a doença, o Dr. Sergio Cortes selecionou algumas questões importantes e que costumam ser alvo de dúvidas por parte da população brasileira.

TRANSMISSÃO

O zika vírus não é uma doença contagiosa e portanto não pode ser transmitida de uma pessoa para outra. A única forma de se pegar a doença é através da picada do mosquito Aedes aegypti, que também é responsável pela transmissão da dengue e da febre de chikungunya. No entanto, de acordo com Sergio Cortes, quando um mosquito que não está infectado com o Zika vírus, pica uma pessoa que está com a doença, o mosquito acaba sendo contaminado e a partir de então, começa a transmitir a doença para aqueles que forem posteriormente picados, gerando assim uma reação em cadeia difícil de ser controlada.

No geral, o Aedes aegypti prefere depositar os seus ovos em água limpa e nesse caso, praticamente qualquer local serve como criadouro. O Dr. Sergio Cortes ressalta que até mesmo tampinhas de garrafa, caso tenham água parada, podem acabar servindo como local de reprodução para o mosquito.

Contudo, apesar de se reproduzir mais facilmente em locais com água limpa, o mosquito consegue se adaptar facilmente a situações diversas e também é capaz de se reproduzir em águas que contenham matérias orgânicas. Sergio Cortes cita ainda um estudo recente no qual foi comprovado que os ovos do Aedes aegypti podem permanecer inertes em um local seco por períodos de até um ano, a espera de qualquer contato com a água para se desenvolverem.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Os sintomas do zika vírus não são agressivos e costumam durar por um período de 3 a 7 dias antes de desaparecerem até mesmo sem o uso de medicação. Segundo o Dr. Sergio Cortes, eles variam um pouco de pessoa para pessoa, sendo que os mais comuns são febre, dores musculares e erupções na pele.

Já em relação ao diagnóstico, Sergio Cortes informa que ainda não existem testes ou exames padrões para identificar a doença, pois ela também é uma novidade para os especialistas. Por enquanto, a única forma de diagnosticar o zika vírus é através de um exame complexo, que só é oferecido por três unidades da Fiocruz espalhadas pelo país, e pelo Instituto Evandro Chagas.

Por enquanto, a única forma de constatar a doença é através da observação dos sintomas apresentados. E em caso de suspeita de zika vírus, o melhor é procurar um médico, mesmo que os sintomas não estejam fortes ou intensos, informa o Dr. Sergio Cortes.

TRATAMENTO

O tratamento do zika vírus é sintomático, de acordo com Sergio Cortes, o que significa que ainda não existe um tratamento específico para a cura da doença, e sim para o alívio dos sintomas apresentados.

As pessoas infectadas com a doença podem usar remédios anti-inflamatórios e analgésicos, desde que sob a devida prescrição médica. Por outro lado, assim como acontece com a dengue e com a febre chikungunya, o Dr.Sergio Cortes ressalta que os medicamentos que tenham em sua composição o ácido acetilsalicílico, mais conhecido como aspirina, ou qualquer tipo de substância associada, devem ser sempre evitados. A razão para isso é o fato desses remédios possuírem um efeito anticoagulante, que pode contribuir para que o paciente desenvolva sangramentos e hemorragias.

RECOMENDAÇÕES PARA AS MULHERES GRÁVIDAS

O Dr. Sergio Cortes informa que, de acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, é essencial que as mulheres grávidas e também aquelas que planejam engravidar, adotem algumas medidas especiais, levando-se em consideração o número elevado de casos de microcefalia comprovadamente relacionados ao zika vírus.

A principal delas é se proteger contra picadas de insetos em geral. Para isso, é bom evitar determinados horários do dia e também lugares que estejam mais propensos a terem mosquitos, informa o Dr. Sergio Cortes. Além disso, tentar utilizar roupas que cubram a maior parte do corpo possível, usar repelentes e apostar no uso telas de proteção e mosquiteiros dentro de casa também são opções altamente recomendadas para as grávidas.

Caso ocorra qualquer tipo de alteração no estado de saúde da gestante, é fundamental procurar o auxílio médico, em especial durante o período que antecede o quarto mês de gestação, segundo o Dr. Sergio Cortes. Também é importante ressaltar que um acompanhamento correto no pré-natal ajuda a diminuir os riscos de se contrair o zika vírus.

SITUAÇÃO DO ZIKA VÍRUS NO BRASIL

No momento, é possível dizer que o Brasil está passando por uma epidemia de zika vírus, algo que vem ocorrendo desde o meio do ano de 2015. Com a confirmação por parte do governo brasileiro sobre a relação entre o vírus e a microcefalia, uma espécie de infecção que é capaz de provocar a má formação do cérebro de bebês, as preocupações acerca da doença aumentaram e mobilizaram o Ministério da Saúde e a OMS, que atualmente trabalham em conjunto para tentar descobrir mais sobre a doença, confirma o Dr. Sergio Cortes.

No Brasil, a região Nordeste permanece sendo a mais afetada em casos de microcefalia oriundas do zika vírus, informa o Dr. Sergio Cortes. Ao todo, já são mais de 1200 ocorrências em 14 estados diferentes que englobam mais de 300 cidades. Um bebê já faleceu vítima da microcefalia, enquanto dois adultos com histórico de zika vírus também faleceram devido a doença.

Segundo notas divulgadas pelo Ministério da Saúde ainda existem muitas questões pendentes a serem descobertas sobre a doença. A principal delas, de acordo com o Dr. Sergio Cortes, consiste em descobrir como ocorre em detalhes a atuação do zika vírus no organismo humano e a infecção do feto. A partir desse tipo de informação, será possível trabalhar no desenvolvimento de uma vacina que consiga prevenir a doença, ou ao menos, evitar que os fetos sejam contaminados ainda no útero.

Enquanto não existe essa vacina para o zika vírus, é muito importante prevenir a contaminação através do combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, que se reproduz facilmente em ambientes de água parada, sendo assim, essencial evitar o foco do mosquito e conscientizar a toda a família, os amigos e os vizinhos sobre a doença, relembra Dr. Sergio Cortes.

COMO PREVENIR

Como o zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, relembra o Dr. Sergio Cortes, as formas de prevenção são as mesmas da dengue e da febre de chikungunya. A principal e mais importante delas consiste em evitar a água parada, mesmo em recipientes e objetos pequenos, pois é nessa água que o mosquito consegue as condições ideais para se reproduzir e colocar centenas de ovos.

Dentro de casa, o ideal é começar eliminando a água parada principalmente em vasos, garrafas e pneus. Utilizar telas de proteção em todas as janelas e instalar mosquiteiros ao redor da cama são mais alguns exemplos de medidas preventivas que ajudam a evitar a doença. Caso seja constatado um foco de mosquito em um local no qual o morador não possua acesso, como o quintal de um vizinho ou um terreno baldio, é fundamental procurar a ajuda da Secretaria Municipal de Saúde daquele município, informa Sergio Cortes.

Fonte: Globo

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