Sergio Cortes: quais são os mitos e verdades sobre a diabetes?

A diabetes é uma doença de origem metabólica que se desenvolve a partir do aumento do nível de glicose no sangue, quadro este que é chamado de hiperglicemia. Segundo Dr. Sergio Cortes, para que o nosso organismo funcione de forma adequada, as células corporais precisam receber uma espécie de combustível, que é a glicose. Todavia, para que a glicose consiga de fato penetrar nessas células, também é necessária a ação de outro componente, o hormônio insulina.

A partir disso, podemos definir a doença em duas categorias principais: a diabetes tipo 1, que se desenvolve quando o organismo não recebe a insulina, e a diabetes do tipo 2, na qual o corpo recebe a quantidade correta de insulina, porém, mesmo assim as células criam uma espécie de resistência ao hormônio, o que acaba o impedindo de agir juntamente com a glicose.

No mundo, cerca de 300 milhões de pessoas possuem a diabetes, sendo que apenas no Brasil, esse número já ultrapassa os 12 milhões de doentes, cita Dr. Sergio Cortes. Entre os indivíduos que possuem a doença, cerca de 50% ainda não foram sequer diagnosticados, pois a diabetes ainda é um assunto que provoca muitas dúvidas e questionamentos nos brasileiros.

Com o objetivo de solucionar e responder as principais dúvidas a esse respeito, o doutor Sergio Cortes selecionou uma série de mitos e verdades sobre a doença, listados a seguir.

MITOS

  1. A diabetes é contagiosa

Essa é uma das principais dúvidas em relação a doença, porém, não existe qualquer verdade nessa afirmação pois a diabetes não pode ser passada de pessoa para pessoa. É muito importante acabar com qualquer espécie de discriminação com os portadores dessa doença e entender que eles podem sim ter um emprego e uma vida social praticamente normal, salvo algumas restrições.

Dr. Sergio Cortes explica que a única exceção são as mulheres que possuem a diabetes do tipo 1, pois elas podem ter filhos que também venham a desenvolver a doença, principalmente ao atingirem a vida adulta. Contudo, isso acontece apenas em alguns casos e também existem muitas mãe diabéticas com filhos completamente saudáveis, que não apresentam sequer a tendência de desenvolver a diabetes.

  1. A aplicação de insulina pode causar uma dependência química 



Segundo o médico Sergio Cortes , isso não passa de um mito, pois a aplicação de insulina não é capaz de acarretar nenhum tipo de dependência química ou psíquica. Pelo contrário, esse hormônio é de uma importância vital, porque é ele que permite a entrada da glicose na células corporais, tornando-as assim uma fonte essencial de energia.

Principalmente no caso dos pacientes que possuem a diabetes do tipo 1, a aplicação da insulina é absolutamente necessária para manter os portadores da doença saudáveis, o que não significa que eles sejam dependentes químicos dessa substância.

  1. É permitido que os diabético consumam mel e caldo de cana

Apesar de muitos portadores da doença apresentarem essa dúvida, a afirmação também é apenas um mito. A despeito de serem alimentos naturais, o mel e o caldo de cana possuem um tipo de açúcar chamado sacarose, que pode acabar sendo um grande vilão para os diabéticos. Porém, isso não significa que os pacientes que apresentam a doença não possam ingerir esses alimentos. Com o acompanhamento médico adequado, é possível consumir com moderação mel e caldo de cana, desde que os pacientes estejam seguindo uma dieta equilibrada, recomendada por um especialista a partir do caso específico daquela pessoa.

  1. Os diabético não podem ingerir nenhum alimento com açúcar

É um mito, pois com a diabetes, tudo depende do caso de cada paciente. Quando o portador está com a sua taxa de açúcar no sangue, a chamada glicemia, acima da média, o ideal é que sejam evitados ao máximo os alimentos que contenham açúcar. Todavia, conforme a doença for sendo controlada, muitas vezes se torna possível que o paciente consuma doces de forma moderada. Em todo caso, é fundamental seguir uma dieta com acompanhamento de um endocrinologista, de acordo com o doutor Sergio Cortes.

  1. Cirurgias de redução de estômago ou intestino podem curar a diabetes

Isso também não é verdade pois é preciso ressaltar que a diabetes é uma doença crônica, que pode ser controlada de tal modo que os portadores consigam ter uma vida praticamente normal, contudo, ela não pode ser completamente curada.

Ainda assim, segundo pesquisas recentes, grande parte dos pacientes que passam por esse tipo de cirurgia conseguem apresentar uma melhora considerável nos níveis de glicemia no organismo. Porém, esse resultado é fruto de uma dieta mais saudável e da perda de peso, e caso essas pessoas voltem a engordar, os níveis de açúcar no sangue podem voltar a se desestabilizar e causar uma piora no diabetes daquele paciente.

VERDADES

Dr. Sergio Cortes: “É necessário ter cuidado em relação às bebidas alcoólicas”


Sim, apesar do consumo de bebidas ser permitido, os portadores de diabetes precisam ter alguns cuidados extras. Além de ser moderada, a ingestão do álcool só deve ser feita juntamente com a refeição, pois caso contrário, o consumo isolado pode acabar resultando em um quadro de hipoglicemia, que se caracteriza pela queda brusca nas taxas de glicose no sangue.

Ainda segundo o médico especialista Sergio Cortes, é importante realizar o monitoramento no nível de glicemia sanguíneo antes e depois do consumo das bebidas alcoólicas. Ainda assim, é necessário ter bastante cautela com as bebidas fermentadas, como as cervejas, pois elas possuem um alto índice glicêmico. Nesse caso, o tipo de bebida menos prejudicial aos diabéticos são as destiladas.

Dr. Sergio Cortes: “Em sua fase inicial, a diabetes não costuma causar sintomas”

É verdade segundo o médico Sergio Cortes. Em grande parte dos casos, os portadores não costumam sentir nada durante os primeiros estágios da doença que realmente lhes chame a atenção ao ponto de procurar ajuda médica. Nesse período, a única forma de chegar ao diagnóstico correto é através do exame de sangue, por isso é muito importante realizar consultas periódicas e estar sempre em dia com os exames solicitados pelo médico.

Com o passar do tempo, o avanço da doença pode resultar em uma série de sintomas, como visão turva, formigamentos nos pés e nas mãos, sede e fome em excesso. Para amenizar esses efeitos e manter a saúde em dia, é essencial seguir o tratamento médico indicado para cada caso.

Dr. Sergio Cortes: “Alguns alimentos podem ajudar a controlar os níveis de glicose no sangue, podendo auxiliar no tratamento da diabetes”

Isso realmente acontece pois existe um fator chamado Índice Glicêmico (IG) nos alimentos, indica o médico Sergio Cortes. Desse modo, quando um alimento possui um índice glicêmico baixo, ele ajuda a desacelerar a absorção de glicose pelo sangue e, consequentemente, a ir estabilizando a doença pouco a pouco. Em contrapartida, quando o índice é elevado, essa absorção é feita de forma mais rápida do que o desejado, o que acaba resultando em um aumento das taxas de glicose no sangue.

Alguns exemplos de alimentos com baixo índice glicêmico são aqueles integrais como feijão e lentilha, e também frutas como maçã, pera e manga. Já no caso contrário, as comidas com alto índice glicêmico são os carboidratos como o arroz e a batata, por exemplo.

Dr. Sergio Cortes: “A prática de exercícios físicos pode ajudar quem tem diabete”

Sim, é importante que os portadores de diabetes realizem atividades físicas, pois durante esses exercícios, o organismo humano utiliza a glicose como fonte de energia, em outras palavras, a atividade física acaba tendo um papel semelhante a insulina para quem tem a doença. Além disso, a prática regular de atividades físicas também proporciona outras vantagens como a perda de peso, que auxilia no controle da doença, e ainda uma diminuição dos níveis de estresse, outra questão que pode causar pioras no quadro de diabetes e merece a devida atenção.

Todavia, de acordo com a opinião do especialista Sergio Cortes , os portadores da doença devem respeitar possíveis contra-indicações e fazer os exercícios de acordo com as orientações de um médico, pois caso o gasto calórico seja muito alto durante as atividades físicas, sem que haja uma reposição de nutrientes logo após o treino, isso pode acarretar em um quadro de hipoglicemia.

Dr. Sergio Cortes: “Existem casos onde a doença só aparece durante a gravidez”  

É verdade, são as chamadas diabetes gestacionais, que costumam afetar gestantes que já possuem tendência a doença, que estão acima do peso ou que possuem 35 anos ou mais. Nesses casos, ocorre um aumento gradual dos índices de açúcar no sangue das gestantes, que anteriormente a gravidez tinham taxas perfeitamente normais. Isso acontece pois o organismo recebe muitos hormônios durante a gestação, que podem acabar dificultando os mecanismos de ação da insulina no corpo. Todavia, segundo o médico Sergio Cortes , é possível controlar o quadro e evitar que novos problemas sejam acarretados pela diabetes gestacional. De qualquer forma, essa modalidade da doença é rara e na maioria dos casos, o pâncreas aumenta a produção de insulina de forma moderada, sem chegar a causar esse tipo de diabetes na gestante.

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