Mês: Dezembro 2015

Sergio Cortes fala sobre as roupas mais adequadas para usar no verão

CalorQuando o verão está se aproximando muitas pessoas começam a se preocupar com as temperaturas elevadas e com o aumento da transpiração durante esse período. Isso porque o calor acaba fazendo com que suemos demasiadamente, o que pode causar incômodos e até alguns transtornos para aqueles que transpiram muito. É comum que pessoas que suam muito, principalmente nas axilas, tenham vergonha de levantar os braços em público e até de cumprimentar alguém com um abraço, já que além da transpiração em si, também existe a questão do mau cheiro. Por isso, o Dr. Sergio Cortes, médico especialista no assunto, fala sobre as roupas mais adequadas para se usar nessa época para que o suor não se transforme em um grande problema.

O especialista começa destacando que, embora muitas pessoas associem o mau cheiro oriundo de regiões como as axilas e os pés ao suor, este não é o culpado diretamente, pois ele não tem cheiro. Sergio Cortes ressalta que, na verdade, o odor desagradável é provocado por bactérias, que acabam se proliferando mais rapidamente quando as temperaturas estão elevadas, já que o suor deixa as regiões mais abafadas do corpo úmidas, estado ideal para a proliferação.

Destarte, Sergio Cortes diz que alguns cuidados podem ser tomados no momento de escolher o que vestir durante o verão com o intuito de amenizar os efeitos da transpiração. Além da questão do tamanho das peças e da cor, pois roupas muito apertadas e escuras retêm mais calor e umidade, o tecido também é determinante para a respiração da pele. Por isso, o ideal é dar preferência a roupas claras e que deixem o corpo mais à vontade.

Em relação aos tipos de tecido, o médico diz que a melhor opção é escolher os que são mais naturais, como algodão, linho, viscose, cetim e seda. Sergio Cortes explica que o algodão é indicado por ser uma fibra natural que permite que a pele respire livremente, é um tecido leve e naturalmente fresco. Já o linho, também é bastante leve e a maioria das peças que utilizam esse tecido é feita em cores mais claras, o que o torna ainda mais adequado para temperaturas quentes.

A viscose, embora seja uma fibra artificial, desenvolvida a partir da celulose, também é uma boa alternativa, pois além de ser um tecido leve e fresco, tem a capacidade de absorver a umidade com rapidez. Outra excelente opção é a seda, que por ser lisa e bastante suave, é o tecido perfeito para roupas mais frouxas, que deixam a pele livre para respirar.

Sergio Cortes finaliza citando o cetim, pois este é um tecido bastante interessante, já que pode ser feito com vários materiais. O ideal é que se dê preferência às peças de cetim que são feitas utilizando algodão ou seda, pois elas são muito leves e perfeitas para roupas que deixam o corpo mais solto. As de algodão são extremamente frescas e as de seda, por serem lisas, permitem que o corpo tenha maior liberdade para transpirar.

Fonte: Globo

Febre chikungunya: Sergio Cortes explica o que é e quais os sintomas e tratamento

Fonte: Uol
Fonte: Uol

A preocupação com a saúde, no Brasil, tem sido recorrente nos últimos dias, visto as recentes notícias relacionadas ao Zica vírus. A doença tem tomado a atenção das autoridades de saúde desde que foi confirmada, em novembro, pelo Ministério da Saúde, a relação com a microcefalia em bebês. A notícia deixou os pais e, principalmente, as gestantes em alerta.

Recentemente, em Pernambuco, um fato que despertou a preocupação dos responsáveis pelas crianças, foi quando cerca de 30 bebês apresentaram um quadro de bolhas na pele que evoluíram para feridas. Depois de exames realizados no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen), o diagnóstico, no entanto, não foi o Zica vírus. Médicos do Hospital Oswaldo Cruz (HUOC) e do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), que acompanham os casos, afirmam que o quadro está relacionado à evolução da febre chikungunya.

O que é a febre chikungunya?

O doutor Sergio Cortes, explica que a Febre Chikungunya, em português, febre “chicungunha”, é uma doença semelhante a dengue, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), da família Togaviridae. Ela pode ser transmitida através da picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

No Brasil, os primeiros casos de transmissão da doença aconteceram em Setembro de 2014. Até então, o que se tinha conhecimento era de casos importados, ou seja, adquiridos por brasileiros que tinham viajado para áreas endêmicas, esclarece Sergio Cortes.

Foi na Tanzânia, em 1950, que a febre chikungunya teve seu vírus isolado pela primeira vez. O nome tem origem no mal causado pelo vírus, pois chikungunya significa, no dialeto Makonde da Tanzânia, “aqueles que se dobram”. A doença é pouco letal, porém muito limitante, diz o doutor Sergio Cortes, quem sofre dela tem dificuldade de se movimentar e se locomover, por conta das articulações inflamadas e doloridas, justificando o “andar curvado”.

Sintomas e tratamento

Os sintomas da febre chikungunya são parecidos com o da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. No entanto, com um agravante, destaca o doutor Sergio Cortes, as dores articulares. O período de incubação do vírus pode ser de até duas semanas, mas, na maioria dos casos, a doença surge entre três a sete dias após a picada do mosquito. As dores nas articulações costumam surgir nas primeiras 48 horas, o vírus avança nas juntas e gera inflamações com dores fortes, inchaço, vermelhidão e calor local. As mãos, punhos, pés e tornozelos costumam ser os lugares mais afetados, dor intensa na região lombar também é comum. Os sintomas também podem incluir erupções cutâneas, vômitos e náuseas.

Assim como a dengue, a febre chikungunya, não tem tratamento específico, explica o médico especialista, Sergio Cortes. Contudo, é importante tomar muito líquido para evitar a desidratação, cerca de 1,5 a 2,0 litros de água por dia. Para controlar a febre e aliviar as dores articulares, os medicamentos mais receitados pelos médicos são o paracetamol e a dipirona. O doutor Sergio Cortes ainda alerta que para evitar a transmissão do vírus, é aconselhável manter os pacientes em áreas isoladas, sob mosquiteiros, durante o estado febril, evitando, assim, a contaminação de outros Aedes aegypti que podem transmitir a doença para as demais pessoas.

A maioria dos pacientes melhora de forma espontânea depois de cerca de 7 a 10 dias, de qualquer forma é importante procurar atendimento médico para se certificar do diagnóstico, e evitar a automedicação.

Fonte: Globo

Descubra mais sobre o zika vírus com o Sergio Cortes

zika

As primeiras evidências do zika vírus surgiram nos anos 40, quando a doença foi identificada pela primeira vez em alguns países da África como Uganda, Serra Leoa e Tanzânia. Com o passar dos anos, segundo o Dr. Sergio Cortes, o vírus também se propagou pelo continente asiático, atingindo locais como a Índia e a Tailândia, por exemplo.

Recentemente, em 2015, o vírus começou a circular por nove países da América Latina, incluindo o Brasil, o México e a Colômbia, o que acabou fazendo com que a OMS (Organização Mundial da Saúde) emitisse um alerta sobre os perigos da doença e os possíveis impactos e consequências que ela pode gerar na vida daqueles que foram infectados.

No Brasil, os primeiros casos de zika vírus ocorreram no mês de abril e, desde então, o aumento contínuo no número de ocorrências da doença tem causado uma grande preocupação por parte dos especialistas em saúde no país. Se por um lado os sintomas do zika vírus não chegam a ser graves e a doença pode ser rapidamente controlada e curada, ressalta o Dr. Sergio Cortes, o que está realmente preocupando os médicos é o fato de existir uma relação já comprovada entre o zika vírus e a microcefalia e, talvez, com a síndrome de Guillain-Barré.

De acordo com o Dr. Sergio Cortes, médico especialista no assunto, a síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica bastante grave, de origem autoimune, que segundo pesquisas recentes realizadas pela OMC, também pode estar relacionada ao zika vírus. A relação entre o vírus e a microcefalia, por sua vez, foi confirmada no final do mês de agosto pelo Ministério da Saúde brasileiro após ser constatado que as regiões mais afetadas com casos de microcefalia eram as mesmas onde, meses antes, haviam ocorrido surtos de zika vírus. 

Para compreender mais sobre a doença, o Dr. Sergio Cortes selecionou algumas questões importantes e que costumam ser alvo de dúvidas por parte da população brasileira.

TRANSMISSÃO

O zika vírus não é uma doença contagiosa e portanto não pode ser transmitida de uma pessoa para outra. A única forma de se pegar a doença é através da picada do mosquito Aedes aegypti, que também é responsável pela transmissão da dengue e da febre de chikungunya. No entanto, de acordo com Sergio Cortes, quando um mosquito que não está infectado com o Zika vírus, pica uma pessoa que está com a doença, o mosquito acaba sendo contaminado e a partir de então, começa a transmitir a doença para aqueles que forem posteriormente picados, gerando assim uma reação em cadeia difícil de ser controlada.

No geral, o Aedes aegypti prefere depositar os seus ovos em água limpa e nesse caso, praticamente qualquer local serve como criadouro. O Dr. Sergio Cortes ressalta que até mesmo tampinhas de garrafa, caso tenham água parada, podem acabar servindo como local de reprodução para o mosquito.

Contudo, apesar de se reproduzir mais facilmente em locais com água limpa, o mosquito consegue se adaptar facilmente a situações diversas e também é capaz de se reproduzir em águas que contenham matérias orgânicas. Sergio Cortes cita ainda um estudo recente no qual foi comprovado que os ovos do Aedes aegypti podem permanecer inertes em um local seco por períodos de até um ano, a espera de qualquer contato com a água para se desenvolverem.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Os sintomas do zika vírus não são agressivos e costumam durar por um período de 3 a 7 dias antes de desaparecerem até mesmo sem o uso de medicação. Segundo o Dr. Sergio Cortes, eles variam um pouco de pessoa para pessoa, sendo que os mais comuns são febre, dores musculares e erupções na pele.

Já em relação ao diagnóstico, Sergio Cortes informa que ainda não existem testes ou exames padrões para identificar a doença, pois ela também é uma novidade para os especialistas. Por enquanto, a única forma de diagnosticar o zika vírus é através de um exame complexo, que só é oferecido por três unidades da Fiocruz espalhadas pelo país, e pelo Instituto Evandro Chagas.

Por enquanto, a única forma de constatar a doença é através da observação dos sintomas apresentados. E em caso de suspeita de zika vírus, o melhor é procurar um médico, mesmo que os sintomas não estejam fortes ou intensos, informa o Dr. Sergio Cortes.

TRATAMENTO

O tratamento do zika vírus é sintomático, de acordo com Sergio Cortes, o que significa que ainda não existe um tratamento específico para a cura da doença, e sim para o alívio dos sintomas apresentados.

As pessoas infectadas com a doença podem usar remédios anti-inflamatórios e analgésicos, desde que sob a devida prescrição médica. Por outro lado, assim como acontece com a dengue e com a febre chikungunya, o Dr.Sergio Cortes ressalta que os medicamentos que tenham em sua composição o ácido acetilsalicílico, mais conhecido como aspirina, ou qualquer tipo de substância associada, devem ser sempre evitados. A razão para isso é o fato desses remédios possuírem um efeito anticoagulante, que pode contribuir para que o paciente desenvolva sangramentos e hemorragias.

RECOMENDAÇÕES PARA AS MULHERES GRÁVIDAS

O Dr. Sergio Cortes informa que, de acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, é essencial que as mulheres grávidas e também aquelas que planejam engravidar, adotem algumas medidas especiais, levando-se em consideração o número elevado de casos de microcefalia comprovadamente relacionados ao zika vírus.

A principal delas é se proteger contra picadas de insetos em geral. Para isso, é bom evitar determinados horários do dia e também lugares que estejam mais propensos a terem mosquitos, informa o Dr. Sergio Cortes. Além disso, tentar utilizar roupas que cubram a maior parte do corpo possível, usar repelentes e apostar no uso telas de proteção e mosquiteiros dentro de casa também são opções altamente recomendadas para as grávidas.

Caso ocorra qualquer tipo de alteração no estado de saúde da gestante, é fundamental procurar o auxílio médico, em especial durante o período que antecede o quarto mês de gestação, segundo o Dr. Sergio Cortes. Também é importante ressaltar que um acompanhamento correto no pré-natal ajuda a diminuir os riscos de se contrair o zika vírus.

SITUAÇÃO DO ZIKA VÍRUS NO BRASIL

No momento, é possível dizer que o Brasil está passando por uma epidemia de zika vírus, algo que vem ocorrendo desde o meio do ano de 2015. Com a confirmação por parte do governo brasileiro sobre a relação entre o vírus e a microcefalia, uma espécie de infecção que é capaz de provocar a má formação do cérebro de bebês, as preocupações acerca da doença aumentaram e mobilizaram o Ministério da Saúde e a OMS, que atualmente trabalham em conjunto para tentar descobrir mais sobre a doença, confirma o Dr. Sergio Cortes.

No Brasil, a região Nordeste permanece sendo a mais afetada em casos de microcefalia oriundas do zika vírus, informa o Dr. Sergio Cortes. Ao todo, já são mais de 1200 ocorrências em 14 estados diferentes que englobam mais de 300 cidades. Um bebê já faleceu vítima da microcefalia, enquanto dois adultos com histórico de zika vírus também faleceram devido a doença.

Segundo notas divulgadas pelo Ministério da Saúde ainda existem muitas questões pendentes a serem descobertas sobre a doença. A principal delas, de acordo com o Dr. Sergio Cortes, consiste em descobrir como ocorre em detalhes a atuação do zika vírus no organismo humano e a infecção do feto. A partir desse tipo de informação, será possível trabalhar no desenvolvimento de uma vacina que consiga prevenir a doença, ou ao menos, evitar que os fetos sejam contaminados ainda no útero.

Enquanto não existe essa vacina para o zika vírus, é muito importante prevenir a contaminação através do combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, que se reproduz facilmente em ambientes de água parada, sendo assim, essencial evitar o foco do mosquito e conscientizar a toda a família, os amigos e os vizinhos sobre a doença, relembra Dr. Sergio Cortes.

COMO PREVENIR

Como o zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, relembra o Dr. Sergio Cortes, as formas de prevenção são as mesmas da dengue e da febre de chikungunya. A principal e mais importante delas consiste em evitar a água parada, mesmo em recipientes e objetos pequenos, pois é nessa água que o mosquito consegue as condições ideais para se reproduzir e colocar centenas de ovos.

Dentro de casa, o ideal é começar eliminando a água parada principalmente em vasos, garrafas e pneus. Utilizar telas de proteção em todas as janelas e instalar mosquiteiros ao redor da cama são mais alguns exemplos de medidas preventivas que ajudam a evitar a doença. Caso seja constatado um foco de mosquito em um local no qual o morador não possua acesso, como o quintal de um vizinho ou um terreno baldio, é fundamental procurar a ajuda da Secretaria Municipal de Saúde daquele município, informa Sergio Cortes.

Fonte: Globo

Novas descobertas sobre a autoestima infantil, com comentários de Sergio Cortes

Crianças não tem nada de distraídas ou aéreas, até mesmo em relação a si mesmas, diz o estudioso do assunto Sergio Cortes. É isso que recentes estudos dizem quando o assunto é a autovalorização infantil, isso quer dizer a autoestima da criança. Avaliando algumas crianças de aproximadamente 5 anos de idade foi possível verificar que, de forma simples e compatível com a sua atual formação moral e psicológica da criança, que estas já possuem a capacidade crítica de associarem coisas boas ou ruins a elas.
Estes testes são realizados de forma muito simples segundo Sergio Cortes, que tem estudado o assunto mais detalhadamente. Sergio Cortes explica ainda que de acordo com as pesquisas, as crianças são submetidas a alguns objetos ou palavras, tudo muito adequado a idade delas, e depois de uma forma não tão direta são questionadas sobre como elas se comparam a estes itens; tanto os ruins quanto os bons.
Com este método foi verificado que, ao contrário do que já tinha se pensado antes, as crianças possuem sim uma capacidade de se avaliarem e que elas tem um bom senso de como são vistas e ainda mais, Sergio Cortez diz também que “elas sabem exatamente como querem ser vistas pelos outros”. Muitas pessoas têm o hábito ruim de ofender as crianças, principalmente em público, talvez até mesmo com o intuito de fazê-las se sentirem mais inclinadas a obedecerem mais. Porém o problema é que esta exposição a críticas em público é que acaba por baixar essa autoestima, e o sentimento de vergonha e inferioridade caem como um peso sobre os pequenos.
Diz ainda Sergio Cortes que, justamente essa exposição na infância a “humilhações” ou abuso de poder dos pais ou por qualquer outra pessoa supostamente superior a elas, é que trará sérias consequências a sua autovalorização na fase adulta. Mas este perigo ao ego dos nossos pequenos não poderia ser trabalhado? Sergio Cortes diz aquilo que as mamães já sabem, claro que pode. O diálogo é sempre a melhor forma de se moldar qualquer pessoa, principalmente crianças, que é justamente nessa fase onde suas formações morais e sociais estão sendo construídas.
As pessoas mais próximas a estas crianças serão sempre aquelas que mais terão condições afetivas e alguma motivação para ajudar. Os professores, por exemplo, podem trabalhar isto de forma coletiva, sempre tentando prestar auxílio naquele ponto onde a criança se encontrar mais retraída ou desmotivada. Induza-as a sempre buscarem companhias agradáveis, como aquele coleguinha que é amigo e sempre fiel nas brincadeiras, adultos mais pacientes e sempre dispostos a ouvirem, mostre a elas que elas podem sim ser tão importantes a um adulto, por exemplo, como um adulto é na vida dela. Com esse direcionamento ainda cedo, é possível que tenhamos no futuro pessoas mais amáveis e dedicadas umas com as outras, profissionais mais seguros e competentes, pois pessoas que se amam se valorizam tendem a ter sempre mais condições de mar e valorizar o próximo, repetindo assim um círculo de afeto e compreensão interminável, diz Sergio Cortes.
Fonte: Exame

 

Sergio Cortes: como prevenir a osteoporose

Segundo dados da OMS – Organização Mundial de Saúde, a Osteoporose atinge um em cada cinco homens e uma em cada três mulheres. Para Dr. Sergio Cortes, os números são muito preocupantes, principalmente porque muitas pessoas não tem ciência da gravidade da doença e nem ao menos como preveni-la.

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Osteoporose significa ‘osso poroso’. Trata-se de uma doença progressiva que provoca a perda de massa óssea, e sua progressão ocorre quase que de maneira imperceptível, pois não há sintomas ou dor, até que portador apresente alguma fratura. Ela ocorre geralmente na coluna, quadril, fêmur e pulso. De acordo com Dr. Sergio Cortes, as mulheres são mais afetadas pela doença por conta da diminuição da produção de estrógeno após certa idade, entretanto é importante ter cuidados em todas as faixas etárias. Alimentação e demais fatores socioculturais podem desencadear em uma fragilização dos ossos e até mesmo o raquitismo. Além disso, alguns fatores podem agravar o quadro como vida sedentária, alimentação com deficiência de cálcio e vitamina D, fumo, bebida alcoólica em excesso, histórico familiar podem ser determinantes para o desenvolvimento da osteopenia, que seria um estágio antes da osteoporose e um indicativo que é preciso mudar hábitos.

Diagnóstico

Para Dr. Sergio Cortes, por se tratar de uma doença sem sintomas expressivos, o diagnóstico acontece, geralmente, por meio de exames de rotina, quando o paciente tem idade entre 30 e 40 anos quando são percebidas alterações nos níveis de cálcio e vitamina D em exames de sangue ou urina. A suspeita demanda o encaminhamento para um reumatologista. De imediato, é recomendado o consumo ou suplementação de cálcio, a prática de exercícios físicos e exposição ao sol para estimular a produção de vitamina D no corpo.

A prática de exercícios físicos

Dr. Sergio Cortes enfatiza atividades físicas devem ser feitas como uma forma de prevenção, a exemplo dos exercícios de cadeia fechada em que são trabalhados diferentes grupos musculares. Eles são mais seguros para as articulações e aina estimulam a contração muscular e regeneração óssea, são eles: agachamentos, caminhada ou corrida, entre outros. Pessoas com mais idade podem se exercitar também, entretanto com menos intensidade e com práticas seguras para as suas limitações, como o Pilates, ideal para trabalhar a própria carga corpórea.

Alimentação

Segundo recomendações da OMS e da Fundação Internacional de Osteoporose, pessoas comuns devem consumir pelo menos 1g (1000mg) de cálcio por dia, podendo variar conforme a idade. Crianças (entre 1 e 3 anos) e gestantes devem consumir 500mg, entre 4 e 8 devem consumir 800mg entre 4 e 8 anos, 1300mg entre os 9 e 18 anos e 1200mg para gestantes. A fonte natural de cálcio são alimentos derivados do leite. Como a alimentação básica do brasileiro fornece apenas aproximadamente 200 mg por dia, é importante incluir um copo de leite, iogurte ou fatia de queijo para chegar ao nível recomendado por dia. Se o temor for a gordura do leite, não há problemas, pois segundo Dr. Sergio Cortes a gordura do leite não influencia na concentração de cálcio, podendo consumir inclusive leite semidesnatado ou desnatado.

Exposição ao sol

Os raios ultravioletas do tipo B (UVB) estimulam o funcionamento da vitamina D, facilitando a absorção do cálcio no organismo. A recomendação é a exposição por 15 minutos por dia sem protetor, pelo menos, três vezes por semana. Isso vale para todas as idades, sobretudo crianças, uma vez que a deficiência da vitamina D pode acarretar em raquitismo, problemas do sono, irritação, miopia, ossos fracos, diarreia ficar raquíticas (ossos com deformações: pernas arqueadas, deformação dos ossos da bacia. Em contrapartida, o excesso pode acarretar em acúmulo nos rins, formando cálculos renais.

Sergio Cortes: quais são os mitos e verdades sobre a diabetes?

A diabetes é uma doença de origem metabólica que se desenvolve a partir do aumento do nível de glicose no sangue, quadro este que é chamado de hiperglicemia. Segundo Dr. Sergio Cortes, para que o nosso organismo funcione de forma adequada, as células corporais precisam receber uma espécie de combustível, que é a glicose. Todavia, para que a glicose consiga de fato penetrar nessas células, também é necessária a ação de outro componente, o hormônio insulina.

A partir disso, podemos definir a doença em duas categorias principais: a diabetes tipo 1, que se desenvolve quando o organismo não recebe a insulina, e a diabetes do tipo 2, na qual o corpo recebe a quantidade correta de insulina, porém, mesmo assim as células criam uma espécie de resistência ao hormônio, o que acaba o impedindo de agir juntamente com a glicose.

No mundo, cerca de 300 milhões de pessoas possuem a diabetes, sendo que apenas no Brasil, esse número já ultrapassa os 12 milhões de doentes, cita Dr. Sergio Cortes. Entre os indivíduos que possuem a doença, cerca de 50% ainda não foram sequer diagnosticados, pois a diabetes ainda é um assunto que provoca muitas dúvidas e questionamentos nos brasileiros.

Com o objetivo de solucionar e responder as principais dúvidas a esse respeito, o doutor Sergio Cortes selecionou uma série de mitos e verdades sobre a doença, listados a seguir.

MITOS

  1. A diabetes é contagiosa

Essa é uma das principais dúvidas em relação a doença, porém, não existe qualquer verdade nessa afirmação pois a diabetes não pode ser passada de pessoa para pessoa. É muito importante acabar com qualquer espécie de discriminação com os portadores dessa doença e entender que eles podem sim ter um emprego e uma vida social praticamente normal, salvo algumas restrições.

Dr. Sergio Cortes explica que a única exceção são as mulheres que possuem a diabetes do tipo 1, pois elas podem ter filhos que também venham a desenvolver a doença, principalmente ao atingirem a vida adulta. Contudo, isso acontece apenas em alguns casos e também existem muitas mãe diabéticas com filhos completamente saudáveis, que não apresentam sequer a tendência de desenvolver a diabetes.

  1. A aplicação de insulina pode causar uma dependência química 



Segundo o médico Sergio Cortes , isso não passa de um mito, pois a aplicação de insulina não é capaz de acarretar nenhum tipo de dependência química ou psíquica. Pelo contrário, esse hormônio é de uma importância vital, porque é ele que permite a entrada da glicose na células corporais, tornando-as assim uma fonte essencial de energia.

Principalmente no caso dos pacientes que possuem a diabetes do tipo 1, a aplicação da insulina é absolutamente necessária para manter os portadores da doença saudáveis, o que não significa que eles sejam dependentes químicos dessa substância.

  1. É permitido que os diabético consumam mel e caldo de cana

Apesar de muitos portadores da doença apresentarem essa dúvida, a afirmação também é apenas um mito. A despeito de serem alimentos naturais, o mel e o caldo de cana possuem um tipo de açúcar chamado sacarose, que pode acabar sendo um grande vilão para os diabéticos. Porém, isso não significa que os pacientes que apresentam a doença não possam ingerir esses alimentos. Com o acompanhamento médico adequado, é possível consumir com moderação mel e caldo de cana, desde que os pacientes estejam seguindo uma dieta equilibrada, recomendada por um especialista a partir do caso específico daquela pessoa.

  1. Os diabético não podem ingerir nenhum alimento com açúcar

É um mito, pois com a diabetes, tudo depende do caso de cada paciente. Quando o portador está com a sua taxa de açúcar no sangue, a chamada glicemia, acima da média, o ideal é que sejam evitados ao máximo os alimentos que contenham açúcar. Todavia, conforme a doença for sendo controlada, muitas vezes se torna possível que o paciente consuma doces de forma moderada. Em todo caso, é fundamental seguir uma dieta com acompanhamento de um endocrinologista, de acordo com o doutor Sergio Cortes.

  1. Cirurgias de redução de estômago ou intestino podem curar a diabetes

Isso também não é verdade pois é preciso ressaltar que a diabetes é uma doença crônica, que pode ser controlada de tal modo que os portadores consigam ter uma vida praticamente normal, contudo, ela não pode ser completamente curada.

Ainda assim, segundo pesquisas recentes, grande parte dos pacientes que passam por esse tipo de cirurgia conseguem apresentar uma melhora considerável nos níveis de glicemia no organismo. Porém, esse resultado é fruto de uma dieta mais saudável e da perda de peso, e caso essas pessoas voltem a engordar, os níveis de açúcar no sangue podem voltar a se desestabilizar e causar uma piora no diabetes daquele paciente.

VERDADES

Dr. Sergio Cortes: “É necessário ter cuidado em relação às bebidas alcoólicas”


Sim, apesar do consumo de bebidas ser permitido, os portadores de diabetes precisam ter alguns cuidados extras. Além de ser moderada, a ingestão do álcool só deve ser feita juntamente com a refeição, pois caso contrário, o consumo isolado pode acabar resultando em um quadro de hipoglicemia, que se caracteriza pela queda brusca nas taxas de glicose no sangue.

Ainda segundo o médico especialista Sergio Cortes, é importante realizar o monitoramento no nível de glicemia sanguíneo antes e depois do consumo das bebidas alcoólicas. Ainda assim, é necessário ter bastante cautela com as bebidas fermentadas, como as cervejas, pois elas possuem um alto índice glicêmico. Nesse caso, o tipo de bebida menos prejudicial aos diabéticos são as destiladas.

Dr. Sergio Cortes: “Em sua fase inicial, a diabetes não costuma causar sintomas”

É verdade segundo o médico Sergio Cortes. Em grande parte dos casos, os portadores não costumam sentir nada durante os primeiros estágios da doença que realmente lhes chame a atenção ao ponto de procurar ajuda médica. Nesse período, a única forma de chegar ao diagnóstico correto é através do exame de sangue, por isso é muito importante realizar consultas periódicas e estar sempre em dia com os exames solicitados pelo médico.

Com o passar do tempo, o avanço da doença pode resultar em uma série de sintomas, como visão turva, formigamentos nos pés e nas mãos, sede e fome em excesso. Para amenizar esses efeitos e manter a saúde em dia, é essencial seguir o tratamento médico indicado para cada caso.

Dr. Sergio Cortes: “Alguns alimentos podem ajudar a controlar os níveis de glicose no sangue, podendo auxiliar no tratamento da diabetes”

Isso realmente acontece pois existe um fator chamado Índice Glicêmico (IG) nos alimentos, indica o médico Sergio Cortes. Desse modo, quando um alimento possui um índice glicêmico baixo, ele ajuda a desacelerar a absorção de glicose pelo sangue e, consequentemente, a ir estabilizando a doença pouco a pouco. Em contrapartida, quando o índice é elevado, essa absorção é feita de forma mais rápida do que o desejado, o que acaba resultando em um aumento das taxas de glicose no sangue.

Alguns exemplos de alimentos com baixo índice glicêmico são aqueles integrais como feijão e lentilha, e também frutas como maçã, pera e manga. Já no caso contrário, as comidas com alto índice glicêmico são os carboidratos como o arroz e a batata, por exemplo.

Dr. Sergio Cortes: “A prática de exercícios físicos pode ajudar quem tem diabete”

Sim, é importante que os portadores de diabetes realizem atividades físicas, pois durante esses exercícios, o organismo humano utiliza a glicose como fonte de energia, em outras palavras, a atividade física acaba tendo um papel semelhante a insulina para quem tem a doença. Além disso, a prática regular de atividades físicas também proporciona outras vantagens como a perda de peso, que auxilia no controle da doença, e ainda uma diminuição dos níveis de estresse, outra questão que pode causar pioras no quadro de diabetes e merece a devida atenção.

Todavia, de acordo com a opinião do especialista Sergio Cortes , os portadores da doença devem respeitar possíveis contra-indicações e fazer os exercícios de acordo com as orientações de um médico, pois caso o gasto calórico seja muito alto durante as atividades físicas, sem que haja uma reposição de nutrientes logo após o treino, isso pode acarretar em um quadro de hipoglicemia.

Dr. Sergio Cortes: “Existem casos onde a doença só aparece durante a gravidez”  

É verdade, são as chamadas diabetes gestacionais, que costumam afetar gestantes que já possuem tendência a doença, que estão acima do peso ou que possuem 35 anos ou mais. Nesses casos, ocorre um aumento gradual dos índices de açúcar no sangue das gestantes, que anteriormente a gravidez tinham taxas perfeitamente normais. Isso acontece pois o organismo recebe muitos hormônios durante a gestação, que podem acabar dificultando os mecanismos de ação da insulina no corpo. Todavia, segundo o médico Sergio Cortes , é possível controlar o quadro e evitar que novos problemas sejam acarretados pela diabetes gestacional. De qualquer forma, essa modalidade da doença é rara e na maioria dos casos, o pâncreas aumenta a produção de insulina de forma moderada, sem chegar a causar esse tipo de diabetes na gestante.