Sergio Cortes explica como funciona o rastreamento de câncer no Brasil

 

O rastreamento é o conjunto de métodos utilizados para o diagnóstico precoce do câncer ou demais lesões pré-cancerosas, sobretudo para a parcela da população que geralmente não apresenta sinais ou sintomas de câncer. O médico Sergio Cortes afirma que a aplicação dos métodos de rastreamento é indicada também nos casos em que o risco é mais alto e poderia ser amplamente difundido, pois é um método seguro e sem riscos ao paciente.

cancerEmbora existam diretrizes a serem adotadas, elas podem variar conforme a orientação do médico, contudo há a conclusão que os principais métodos de rastreamento são indicados a maior parte da população. A parcela que, comprovadamente, possui um risco maior de determinado tipo de câncer precisam ser submetidos a diferentes métodos e exames precocemente. Por exemplo: devem ser oferecidos exames dermatológicos as pessoas com pele clara e muitas pintas pelo corpo ou mesmo colonoscopia para pacientes com patologias como Polipose do cólon e etc. Para Sergio Cortes, quanto mais cedo forem diagnosticados, maiores são as chances de curo do paciente.

O PET – CT

Um exame imprescindível para o rastreamento e acompanhamento de portadores de câncer é o PET-CT, mas apesar da sua importância, o mesmo só é disponibilizado em oito estados do país. É o que mostra os dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Datasus. Em 2014 o exame passou a ser realizado na rede pública, inicialmente para quatro tipos de tumor: pulmão, linfoma Hodgkin, não-hodgkin e colorretal.

Segundo Sergio Cortes, a intenção do Ministério da Saúde é de disponibilizar o equipamento para 21 estados e em seguida para todo o território nacional. O número de aparelhos que o SUS possui 19 deles, entretanto, a distribuição é desigual faz com que o exame não chegue a maior parte população. Eles estão divididos entre os estados da Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia. As regiões Norte e Centro – Oeste não contam com nenhum aparelho.

As condições não são favoráveis para os estados que não possuem o aparelho. Sergio Cortes explica que diretores de hospitais e demais gestores de saúde nessas localidades nem ao menos sabem lidas com o paciente que precisa do procedimento para começar ou dar andamento ao tratamento. Para ele não adiante informar que o exame está disponível na rede pública e não garantir o acesso a todos, de forma igualitária.

Importância

Para Sergio Cortes, o PET possui grande importância, pois possibilita analisar o tamanho do tumor, sua agressividade (atividade metabólica), por meio do rastreamento no corpo inteiro para identificar possíveis metástases. No Brasil, a primeira unidade a oferecer o PET foi o A.C. Camargo Cancer Center, em 2001. Atualmente são 350 exames mensais, dos quais 10% deles são feitos em pacientes do SUS, atendidos por conta do convênio com a rede pública.

Apesar da carência, o Ministério da Saúde informou que são oferecidas outras tecnologias de imagem aos pacientes do SUS, com intuito de diagnosticar o câncer. Entre eles a ressonância magnética, cintilografia, ultrassonografia, radiografia, mamografia e a tomografia computadorizada.

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