Vai um cafezinho? Confira os benefícios da cafeína segundo Sergio Cortes

Havia uma história que um camponês árabe uma vez observou um estranho comportamento das suas ovelhas que logo após comer um arbusto, ficavam mais ativa e se desgarravam do rebanho. Ele tentou acabar com a tal vegetação mas antes a experimentou. Sentiu-se revigorado e com disposição para mais trabalho. Pronto, abriu se o caminho para o uso do café. Ao longo do tempo, torraram os grãos, misturam com água fervente e coaram para que o resultado da moagem não ficasse na boca com o gosto excessivamente amarga. Acrescentaram açúcar e hoje tomamos a bebida ao acordar ou depois daquela refeição.

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De origem na Etiópia, ela foi para a Península Árabe e com a expansão islâmica que compreendia a região gigantesca de Córdoba na Espanha até as margens da Índia, os mercadores transitaram por todos os emirados e através dos comerciantes venezianos chegaram a Europa e mais tarde, trouxeram para Brasil que durante muto tempo foi um grande e principal exportador, especialmente na República Velha ( conhecido também como a república do café-com-leite ), deixou de ser a principal commodities após a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929. Há vários tipos de grão, sendo as principais e mais conhecidas as tipo arábica, etíope e a indiana, esta última um pouco mais encorpada com um teor gorduroso um pouco elevado. O tipo expresso vieram dos italianos que em vez de coar com o filtro, utiliza um jato de água fervente sob pressão.

A cafeína faz parte dos grupos de xantinas ( como a teofilina ) e atua sobre o sistema nervoso central. Não se encontra somente na xícara de café que possui 100mg desse princípio ativo; com poder de atuar como pesticidas naturais em plantas, ela é encontrada também em ervas mate, cacau, chá verde, guaraná e cola. Os refrigerantes possuem alta concentração, e alguns remédios analgésicos acrescentam o produto para que potencializa o poder de alívio. Existem os tipos anidras de cafeína, os que são desidratados e o pó concentrado é colocado em cápsulas.
Por ser um dos grandes exportadores de produto, Brasil possui uma herança colonial de dois componentes que são saborosas, o açúcar e o café, porém o glamour dos baristas ganhou fama na Europa e de lá surgiram grandes estudos. Segundo Christa E. Müller, professora do Instituto de Farmácia da Universidade de Bonn, a cafeína possui o poder de diminuir o estresse. “A cafeína se liga ao mesmo receptor da adenosina, que desencadeia o estresse, das células nervosas”, lembra Sergio Cortes. A velocidade que o componente se liga ao mesmo local que desencadeia a cascata de desequilíbrio da homeostase é maior, bloqueando a adenosina, inibindo a sensação de esgotamento.
Dessa forma, os cientistas buscam o princípio ativo que tragam o benefício sem o efeito indesejável como a insônia e a incontinência urinária e até hipertensão, alerta Sergio Cortes. A eficácia da cafeína é relativamente fraco, no entanto os pesquisadores conseguiram introduzir um resíduo gorduroso que aumentou a potência em mil vezes. “Elas encaixam como uma chave e fechadura nos receptores, assim o componente ganha força às células nervosas”, explica Müller.

Tomar café logo ao acordar acaba melhorando a performance durante o dia, já que ele é um estimulante popular. Ao despertar e no intuito de diminuir a sonolência, esse peculiar aperitivo ainda oferece uma predisposição para a labuta. Mas cuidado: proteja seu estômago; beba com alimento a fim de evitar uma futura gastrite, pois ela estimula a produção de suco gástrico. Após o almoço, depois daquela refeição farta, é comum a sonolência e os países de origem hispânica sucumbem ao “siesta”, mas aqui, substituíram aquela dormidinha por um estimulante, daí o famosos cafezinho que favorece o aumento da digestão do conteúdo gástrico . Até mesmo para os estudantes que passam horas estudando, a cafeína serve tanto para dar aquele ânimo quanto ajudam na memória. Muito se criticavam que ela pode ser danosa para os hiperativos, mas segundo Pandolfo et al na revista Neuropsychopharmacology apontam estudo contrário, uma xícara de café tem efeito similar à 10mg de ritalina (indicado para quem sofre de hiperatividade).

E não fica restrito apenas aqueles que buscam desempenho mental, o estudo da Jane Shearer et al impressa na Nutrition Reviews da Oxford University em 2014, o consumo em pequenas doses aumentam a performance em quase toda formas e modalidade esportiva e na Hodgson et al da revista PLoS One de 2013 demosntrou que os esportistas que tomam café puro ou cafeína 1 hora antes da atividade, aumentam o rendimento de 5% frete ao efeito placebo.

E as vantagens não param aí, ele reduz o peso como um belo termogênico na pesquisaFernández-Elías et al escrito em International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism ao manter o metabolismo em alto gasto por até 3 horas após um exercício físico. Outra pesquisa realizada em Harvard, apontam àqueles consumidores a diminuição do risco de acometimento de diabete tipo dois, em comparação com quem tomou o descafeinado ou placebo. Para aqueles que querem perder peso, tomar esse termogênico e aguardar que ele queime gordura está enganado. A atividade física deve ser complementado com a cafeína. Mesmo que o início de uma rotina para a melhora da qualidade de vida seja penoso no início, o café pode ser um gatilho para iniciar essa rotina, pois ela dá uma estimulada e combate a vontade de sedentário. Apara aqueles que acumulam muita água no corpo, a cafeína serve como um bom diurético ao eliminar o excesso e diminuindo o peso.

Com a capacidade do nosso corpo de consumir rotineiramente é inversamente proporcional a qualquer tipo de comorbidade, o cuidado para que a vantagem que o produto oferece. Sentimentos de agitação extrema, incontinência urinária frequente e dores de cabeça são sinais de que o uso contínuo já deixou de ser um aditivo para a melhora da qualidade de vida para exposição ao seu efeito colateral.”Toda alerta é válido, então procure um médico ou nutricionista antes de iniciar qualquer tipo de de uso contínuo para um fim diferente”, complementa Sergio Cortes. O ritmo acelerado do batimento do coração pode ser danoso para aqueles que possuem problemas cardíacos e aqueles que possuem alterações psíquica com transtorno de ansiedade, o estimulante pode causar uma depressão, Ao atletas que procuram perfomance de concentração alta que envolve acertar alvo como tiro ou arco e flecha, os tremores são muito comuns numa quantidade excessiva, da mesma forma que outras profissões como relojoeiro ou cirurgião de micro procedimento, é necessário evitar o consumo pelo seu efeito que comprometa a eficácia do seu labor. Para as pessoas que possuem idade avançada e a reposição óssea está comprometida, a cafeína tem um alto poder de diminuir os minérios que compões os ossos, deixando-os em uma densidade menor e o risco de fratura pode ser elevado. Não é recomendável para paciente com osteoporose.

Como a substância faz parte da xantinas, ela é metabolizada no fígado e eliminado através da urina. Não há estudos que demonstram a sua hepatotoxicidade, mas o seu uso crônico pode levar a dependência química por justamente aumentar os receptores de adenosina, a quantidade excessiva aumentam esses canais e pode levar a necessidade de consumo maior para sentir o efeito, ocorrendo assim uma tolerância, e a sua súbita retirada pode ocorrer irritabilidade e síndrome de abstinência com característica com cefaleias, irritabilidade, nervosismo, ansiedade e insônia. Recomenda se o desmame gradativo para que o sistema nervoso central diminuam seus receptores na mesma velocidade.

Da mesma forma que a cafeína mantém acordado, ela pode regular o sono. “Temos um relógio biológico, mas precisamente regulado com o cortisol e a melatonina, mas a sua produção é controlado por estímulos externos ou ambientais” lembra Serio Cortes. A atividade física e a exposição ao luz solar estimula o cortisol que é estimulante. Deixar o corpo cansado é uma forma de libera o cortisol e aí entra também a cafeína. Logicamente que essa bebida não é indicado nos horários próximo a hora do sono,” no entanto o uso ao longo do dia para o ajuste para a atividade e com o intuito de ‘cansar’ o corpo, aí a opção pelo uso da bebida permite com que a performance seja melhor possível” diz Sergio Cortes, somatizando com os hormônios, atingem o pico durante o dia e diminuindo ao entardecer e entrando em sonolência na medida que encaminha para o repouso. “administrada no momento adequado, a cafeína pode ser utilizada para acertar a hora do relógio”, diz Kenneth Wright, professor da Universidade do Colorado.

Em suma, como todas as evidências que ocorrem e estudos sobre o assunto, algumas verdades podem ser quebradas e derrubadas, sendo medicina uma ciência de verdades transitória e se baseiam em relatos de casos, estudos e evidências, tomar café como uma medicação ainda não é uma alternativa de interferência medicamentosa, mas o seu uso medicinal deve ser cuidadosamente analisada por um profissional da saúde e qualquer alteração que não seja confortável pelo paciente, a indicação para a procura de um médico é se suma importância, reforça Sergio Cortes.

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