Mês: Outubro 2015

Sobrepeso no Brasil é preocupante, comenta Sergio Cortes

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Em 2014 uma pesquisa do Ministério da Saúde alertou que cerca de 17% da população brasileira está obesa e mais de 50% está acima do peso máximo ideal, de acordo com os indicadores do IMC (Índice de Massa Corpórea).
Outra pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também lançou algumas informações relacionadas à saúde da população brasileira. Estima-se que o estado do Rio Grande do Sul (RS) possui a maior quantidade de pessoas acima do peso (cerca de 63% da população do estado), quando comparado a outros estados brasileiros. Na segunda posição está o estado do Rio de Janeiro (RJ), com 60,4% da população nesta condição. Ocupando o terceiro lugar, encontra-se o Mato Grosso do Sul (MS), que também tem 60,4% da população com excesso de peso.


Um fato importante oriundo da pesquisa feita pelo IBGE é que, apesar de o Rio Grande do Sul estar nesta posição de destaque, o estado brasileiro com mais pessoas ditas obesas é Santa Catarina. Isto ocorre porque a obesidade e o sobrepeso são consideradas condições distintas, esclarece o médico Sergio Cortes.  São consideradas obesas as pessoas que tem gordura em excesso. Por sua vez, sobrepeso significa ter mais peso do que é considerado pelo IMC como normal ou saudável, de acordo os cálculos realizados com sua idade, altura e sexo. A nível nacional, esta pesquisa confirmou que aproximadamente 56% da população brasileira está acima do peso, número que corresponde a cerca de 82 milhões de pessoas, destaca Sergio Cortes.

Segundo Sergio Cortes, médico doutor e especialista no assunto, os dados divulgados pela pesquisa são preocupantes, pois a obesidade normalmente vem acompanhada de outras doenças, a maioria delas crônicas, que deixam suas marcas em mais de 72% das mortes no país.

Outro estudo realizado pelo Global Burden of Diseases Study averiguou que, no ano de 2010, mais de 3,4 milhões de mortes no mundo tinham como causa ou fator determinante o sobrepeso ou a obesidade. Sergio Cortes também destaca que, no Brasil, o número chegou a 2,3 mil mortes decorrentes destes fatores, segundo estudo feito em 2011 pelo Estadão Dados. Segundo Sergio Cortes, especialistas afirmam que a tendência é que estes números aumentem, caso não seja tomada nenhuma atitude de prevenção e/ou conscientização das pessoas com relação à estes agravos.

Em busca do corpo “ideal”, muitas pessoas embarcam em dietas malucas e restritas e sem acompanhamento profissional que podem até prejudicar a sua saúde. O que poucos sabem é que pequenos cuidados diários já podem fazer uma enorme diferença, comenta Sergio Cortes. Existem muitos fatores que podem influenciar a obesidade ou sobrepeso de uma pessoa, como uma predisposição genética, má-alimentação, baixa ingestão de água, dentre outros. Confira abaixo as atitudes que Sergio Cortes destacou e que são tomadas pelas pessoas que querem emagrecer, mas que podem causar justamente o efeito contrário:

  • Deixar de café da manhã
    Algumas pessoas culpam a falta de tempo e até de fome nas primeiras horas da manhã. Porém, especialistas afirmam que esta é a refeição principal do dia e pular esta etapa faz com que se coma mais à noite e o processo acaba se invertendo, pois é à noite que se precisa comer pouco. Ao acordar pela manhã, o organismo passa por oito horas sem ingerir nenhuma fonte de energia, então o corpo acaba perdendo massa magra, ao invés da massa gorda. Sergio Cortes destaca que a diferença entre as duas é que a primeira é composta por músculo, órgãos, ossos e líquidos do corpo. Já a massa gorda é simplesmente a gordura que as pessoas têm no corpo. Em suma, não tomar café da manhã pode deixar o seu corpo indisposto e “preguiçoso”, pois ele não terá a energia necessária para realizar as atividades cotidianas, sintetiza o médico Sergio Cortes.
  • Consumo de café em excesso
    Cerca de 80% dos brasileiros tomam pelo menos uma xícara da bebida por dia. Se não pela manhã e em casa, no trabalho sempre tem uma pausa para um cafezinho no horário do lanche ou durante uma reunião. Porém, como qualquer coisa em excesso neste mundo faz mal, o café não fica para trás. A cafeína acelera o funcionamento do coração (pode causar arritmia), prejudica o sono e pode causar doenças estomacais (como a gastrite) e ósseas (como a osteoporose). Normalmente as pessoas o tomam com açúcar, o que agrava ainda mais as consequências do seu consumo. De açúcar não precisamos falar, não é mesmo?
  • Deixar de fazer refeições
    Este é um erro muito grave. Nutricionistas afirmam que o ideal é comer de três em três horas para evitar que o organismo acumule gordura desnecessária. Se você pula uma refeição, o organismo entende que, para não ficar sem fontes de energia, precisa armazená-las. O resultado disso é o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. Como se sabe, a gordura no abdômen, conhecida como aquela “barriguinha” ou “pochete” é uma das mais difíceis de perder, portanto, esteja consciente!
  • Não comer frutas
    As frutas contêm nutrientes essenciais para a saúde do organismo e se ela não for incluída no cardápio a perda de vitaminas, principalmente, é muito significativa. Especialistas orientam que o consumo ideal é de três porções de frutas por dia, destaca Sergio Cortes.
  • Mastigar pouco os alimentos
    O simples ato de mastigar o que você come ajuda a produzir saliva que, por sua vez, contém substâncias que auxiliam no processo de digestão, além de contribuir para uma maior absorção de nutrientes e para a promoção da saciedade.
  • Exagerar no refrigerante
    Considerado prejudicial pela alta quantidade de açúcar e gás contida em sua composição, o refrigerante dificulta a sensação de saciedade aumenta a ingestão de alimentos e, consequentemente, de calorias.
    Dietas saudáveis não incluem refrigerantes. Portanto, substitua-os por sucos naturais (não industrializados).
  • Não beber água
    A falta de ingestão de água é muito prejudicial para o organismo. Sergio Cortes aponta que a sua função é ajudar a acelerar o organismo, transportar nutrientes e manter uma boa temperatura corporal. O recomendado é cerca de 2 litros de água por dia, ou 35 ml por quilo que a pessoa tem.
  • Comer exageradamente no jantar
    O período da noite é sempre utilizado para descansar e/ou dormir. Logo, o organismo está acostumado com esse ritmo, desacelera e acaba gastando menos energia. Portanto, há grandes chances de você engordar se comer demais no jantar. Por outro lado, deixar de comer também não é saudável, comenta Sergio Cortes. Portanto, a saída é seguir o que os especialistas recomendam: a ingestão (em pouca quantidade) de comidas ricas em fibras.
  • Mascar chiclete por muito tempo
    Quando você mastiga e produz saliva, seu estômago entende que está prestes a receber comida, então, a produção de enzimas na boca aumenta e provoca fome. Logo, você está com uma “suposta” fome e isso vai fazer com que você consuma calorias além do necessário. Em sua maioria, os chicletes também contém açúcar, que é um dos grandes vilões de uma alimentação saudável.
  • Comidas fáceis e pré-prontas
    Estes alimentos, normalmente industrializados, possuem muitos conservantes e compostos artificiais, o que não é nada saudável para o organismo. Normalmente este tipo de comida tem um alto teor de sódio e de gordura que são muito prejudiciais, afirma Sergio Cortes. Além de tudo, os plásticos utilizados no preparo destes alimentos e o próprio micro-ondas liberam substâncias tóxicas, como o BPA (Bisfenol A), que é altamente nocivo à saúde humana. Pesquisas apontam que essa substância gera um desequilíbrio no sistema endócrino, ocasionando alterações nos hormônios. O que, por sua vez, pode causar abortos, câncer de mama e próstata, falta de atenção concentrada, falha de memória e diversas outras complicações.

Além das informações oferecidas acima, há muitos outros cuidados que devem ser tomados pelas pessoas que buscam uma boa alimentação. Para Sergio Cortes, estabelecer regras diárias ajuda a manter o foco, que é necessário quando se está num processo de transição e mudança de hábitos alimentares. Manter uma alimentação saudável é extremamente importante não só para as pessoas que querem emagrecer, mas para aquelas que querem desfrutar de uma vida com saúde.

De fato, atualmente há muitas dicas de emagrecimento disponíveis na internet. Porém, Sergio Cortes afirma que este excesso de informações (verdadeiras ou não) devem ser muito bem avaliados. Portanto, antes de seguir dietas exageradas na internet, é de extrema importância que se consulte um profissional da área da saúde, afinal, cada corpo responde de maneira diferente às atitudes tomadas no dia a dia, e especialistas fazem (e muito bem) esta leitura, criando estratégias específicas para cada paciente – comenta Sergio Cortes.

A prática regular de exercícios físicos também é uma atitude importante para quem quer ter um estilo de vida saudável. É importante destacar que fazer atividades físicas ajuda a acelerar o metabolismo, fazendo com que aumente a queima de calorias. Comece a fazer pequenas caminhadas, intercale com corridas e, se preferir, ingresse em uma academia. Mas não esqueça o mais importante: sempre procure acompanhamento um profissional. Atitudes tomadas de maneira errônea e sem conhecimento podem gerar grandes danos para o seu corpo e a sua vida.

Sergio Cortes explica os mitos e verdades sobre a diabetes

A diabetes é uma disfunção metabólica crônica que ocorre devido a uma deficiência no hormônio produzido pelo pâncreas, a insulina. A doença ocorre tanto por fatores genéticos como por mau hábitos de vida (sedentarismo, dieta desequilibrada) e pode ocasionar tanto perda como aumento de peso, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e até mesmo a morte se não for controlada.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, cerca de 60% da população brasileira não sabe que possui a doença. Para além disso, existe muita desinformação sobre como tratar e controlar a doença. O médico especialista, Doutor Sergio Cortes, comenta algumas afirmações sobre a diabetes, conferindo a elas verdade ou mentira.

Uma das ideias mais comuns é que a Diabetes é contagioso. O Dr. Sergio Cortes explica que a diabetes é uma propensão genética e não uma doença transmissível. Esse pensamento é uma forma de discriminação e deve ser extinguido.

Outro mito é que a canela ajudaria a controlar o diabetes. Não há nenhuma comprovação científica que indique isso, explica o Dr. Sergio Cortes. O diabetes é uma doença crônica e que deve ser controlada, então, não é recomendado fazer qualquer controle sem consultar um médico pois isso pode descontrolar a doença.

Embora a canela não ajude a controlar o diabetes, é verdade que existem outros alimentos que tem essa função de controle por terem o índice glicêmico baixo. Alimentos como iogurtes sem açúcar, algumas frutas, feijão e lentilha são considerados indutores desse controle e estabilizam a doença. É necessário observar o indicie glicêmico dos alimentos e consumi-los sob dieta.

Uma afirmação difundida é que diabéticos podem consumir açucares naturais, como mel, caldo de cana e açúcar mascavo, sem qualquer controle. Se trata de um outro mito, pois, esses alimentos contêm sacarose, substância que deve ser ingerida com controle e com compensação de glicose, explica o Dr. Sergio Cortes, caso contrário, pode desencadear uma crise. O diabético pode consumir sacarose, mas desde que tenha em mente que é necessário controle.

No entanto, é verdade que os diabéticos devem substituir o açúcar por adoçante. Tanto porque, o adoçante foi criado para diabéticos e para aqueles que estão de dieta. Para aqueles que não possuem a doença, existe uma quantidade diária certa de adoçante a ser consumida, alerta o Dr. Sergio Cortes.

Um mito dito é que a aplicação de insulina causa dependência química. Isso não corresponde à verdade, os diabéticos não são viciados. Pacientes com diabetes do tipo 1 necessitam de insulina todos os dias, mas por uma questão de sobrevivência e não de vicio.

Relacionado à insulina, existe outra afirmação que sem o consumo de carboidratos, o diabético poderia evitar a aplicação de insulina. Em tese, isso seria verdade, explica o Dr. Sergio Cortes, mas para diabetes do tipo 1, não existe outra alternativa a não ser a aplicação do hormônio, já que o pâncreas não produz essa substância. Para os demais tipos de diabetes, é necessário ter a doença sobre controle com a avaliação de um médico, antes de iniciar qualquer dieta que inclua ou exclua carboidratos.

Sergio Cortes: Vai uma xícara de café após o almoço?

A sesta é uma grande tradição cultivada em alguns países da Europa. Lá o comércio fecha as portas depois do almoço para que todos possam descansar! E não sem motivos. O Dr Sergio Cortes nos fala mais sobre aquele sono após as refeições e que já fez algumas pessoas desistirem desta importante refeição. “As pessoas que tem sono depois do almoço não precisam se preocupar. Basta tomar uma xícara de café após a sobremesa.”

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Caso não seja suficiente, o Dr Sergio Cortes indica mais alguns ao longo da tarde. O ato de levantar da cadeira de trabalho e uma conversa rápida com o colega podem ajudar a espantar o sono.

Recuperar a concentração e a disposição para o trabalho logo após o almoço pode ser uma tarefa mais fácil e mais econômica: basta uma parada para o “cafezinho”. De acordo com especialistas, uma xícara é suficiente para fazer com que um profissional possa render mais e manter a produtividade.

O Dr Sergio Cortes acrescenta “A cafeína, tão mau falada em alguns momentos, desempenha um papel muito importante no retorno a concentração ou e no tratamento de algumas dores.” Naturalmente, que assim como qualquer substancia, precisa ser ingerida na hora e dose adequadas.

Para respaldar as afirmações do Dr Sergio Cortes, já se sabe que em cada unidade de café encontra-se de um a dois e meio por cento de cafeína concentrada após a torrefação. Para quem não sabe, o café que chega a nossa mesa é o grão que passa pelos processo de torrefação e moagem. Durante a torrefação, algumas propriedades do café desaparecem e outras se concentram ainda mais. É o caso do cafeína.

E o Dr Sergio Corte continua, demonstrando conhecimento e experiência: “a cafeína atua no cérebro, na parte do sistema nervoso que nos mantém despertos e alertas.” Não sem motivo, vários produtos ditos energéticos foram desenvolvidos a partir da cafeína. São bebidas, chocolates, refrigerantes e doces contendo cafeína artificial.

Sergio Cortes explica que, na verdade, a cafeína tem um efeito de aproximadamente trinta minutos. Este ciclo, que começa com a ingestão, passa pela aborção e eliminação pelo corpo. Por isso, a indicação é pra ingestão no prazo de duas horas, mais ou menos. Preciso também considerar que as pessoas reagem de forma diferente diante da cafeína. Algumas tem maior tolerância e podem, sem qualquer prejuízo ou alteração, tomar uma quantidade maior de cafeína ao longo do dia.

E o Dr Sergio Corte acrescenta ainda que cada pessoa que gosta de fazer uso do cafezinho ou de energéticos, precisa observar a si mesmo para saber qual é a quantidade mais adequada. À noite o café pode espantar o sono. Entretanto, pode não ter o mesmo efeito para outras pessoas. O café pode ser consumido por pessoas de todas as idades, de adolescentes a idosos. Desaconselhado para crianças, por motivos óbvios, brinca o Dr Sergio Cortes.

Tomar café demais, como qualquer excesso, pode trazer alguns problemas. Cafeína em excesso pode provocar ansiedade, tremores, irritação. Mas o consumo bem administrado por manter longe os fantasmas do Alzheimer e do mau de Parkinson, segundo estudos. Segundo a ABIC, Associação Brasileira da Indústria do Café, os brasileiros consumiram durante o ano de 2014, oitenta e um litros cada!

Sergio Cortes explica como evitar a dengue na sua casa

Assunto constante em todas as mídias há muito tempo, a dengue continua sendo um problema para todos. E essa preocupação não se restringe ao Brasil, já que também é tema recorrente em diversos outros países, como destaca o médico brasileiro Sergio Cortes. Segundo ele, independentemente do lugar ou da situação, não há meio mais eficiente de combater esse problema do que se prevenir contra ele.
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O médico diz que os cuidados devem ser tomados o ano todo, mas durante o verão devem ser redobrados, já que chuva e temperaturas elevadas criam condições ideais para a propagação do mosquito. Sergio Cortes dá ênfase para o fato de que o período de vida do Aedes Aegypti dura entre sete e dez dias, o que pode tornar extremamente eficiente fazer a limpeza dos potenciais criadouros semanalmente. É importante salientar que esse processo deve ser minucioso, pois além de ser muito complicado enxergar os ovos, eles ficam em lugares de difícil acesso, tornando necessária muita atenção na hora da limpeza.
Calhas, telhas, ralos, caixas de água, pratinhos de vasos de plantas, garrafas, pneus, enfim, quaisquer lugares que sejam potencias acumuladores de água devem ser vistoriados, já que em contato com a água o ovo germina rapidamente e nascem as larvas. Após essa transformação é ainda mais complicado fazer o combate, pois além de serem muito pequenas, pelo fato de não gostarem de luz, elas têm preferência pelas bordas dos recipientes quando estes possibilitam a entrada de alguma claridade, e isso dificulta ainda mais fazer uma boa limpeza. Contudo, Sergio Cortes dá atenção especial para um fato que muitas vezes é esquecido pela grande maioria, que é a necessidade de uma conscientização geral, pois não vai adiantar de nada alguns tomarem os devidos cuidados se seus vizinhos não fizerem o mesmo. E isso é algo que abrange não somente os moradores mais próximos, mas sim o bairro e até mesmo a cidade toda, já que um mosquito pode se transportar por grandes distâncias e transmitir a doença para uma pessoa que tomou todas as precauções em sua residência ou mesmo a diversos moradores de um bairro onde todos fizeram sua parte no combate à dengue.
Sergio Cortes diz que para aqueles que estão correndo risco iminente de serem picados, é possível tentar evitar o contágio fazendo uso de roupas que deixem o corpo menos exposto, utilizando bons repelentes, colocando telas de proteção nas janelas e nas portas de suas casas e evitando locais com grande ocorrência de casos da doença. Para finalizar, Sergio Cortes diz que para quem está com suspeita de ter sido contaminado, o melhor a fazer é buscar uma unidade de saúde para ter um diagnóstico. Entretanto, ele também diz que como em alguns casos o resultado pode demorar alguns dias, principalmente na rede pública de saúde, o repouso e uma boa hidratação são fundamentais enquanto se aguarda a confirmação da suspeita, já que isso pode evitar que a doença entre em um estágio avançado e possa até levar à morte.

Sergio Cortes explica como funciona o rastreamento de câncer no Brasil

 

O rastreamento é o conjunto de métodos utilizados para o diagnóstico precoce do câncer ou demais lesões pré-cancerosas, sobretudo para a parcela da população que geralmente não apresenta sinais ou sintomas de câncer. O médico Sergio Cortes afirma que a aplicação dos métodos de rastreamento é indicada também nos casos em que o risco é mais alto e poderia ser amplamente difundido, pois é um método seguro e sem riscos ao paciente.

cancerEmbora existam diretrizes a serem adotadas, elas podem variar conforme a orientação do médico, contudo há a conclusão que os principais métodos de rastreamento são indicados a maior parte da população. A parcela que, comprovadamente, possui um risco maior de determinado tipo de câncer precisam ser submetidos a diferentes métodos e exames precocemente. Por exemplo: devem ser oferecidos exames dermatológicos as pessoas com pele clara e muitas pintas pelo corpo ou mesmo colonoscopia para pacientes com patologias como Polipose do cólon e etc. Para Sergio Cortes, quanto mais cedo forem diagnosticados, maiores são as chances de curo do paciente.

O PET – CT

Um exame imprescindível para o rastreamento e acompanhamento de portadores de câncer é o PET-CT, mas apesar da sua importância, o mesmo só é disponibilizado em oito estados do país. É o que mostra os dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Datasus. Em 2014 o exame passou a ser realizado na rede pública, inicialmente para quatro tipos de tumor: pulmão, linfoma Hodgkin, não-hodgkin e colorretal.

Segundo Sergio Cortes, a intenção do Ministério da Saúde é de disponibilizar o equipamento para 21 estados e em seguida para todo o território nacional. O número de aparelhos que o SUS possui 19 deles, entretanto, a distribuição é desigual faz com que o exame não chegue a maior parte população. Eles estão divididos entre os estados da Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia. As regiões Norte e Centro – Oeste não contam com nenhum aparelho.

As condições não são favoráveis para os estados que não possuem o aparelho. Sergio Cortes explica que diretores de hospitais e demais gestores de saúde nessas localidades nem ao menos sabem lidas com o paciente que precisa do procedimento para começar ou dar andamento ao tratamento. Para ele não adiante informar que o exame está disponível na rede pública e não garantir o acesso a todos, de forma igualitária.

Importância

Para Sergio Cortes, o PET possui grande importância, pois possibilita analisar o tamanho do tumor, sua agressividade (atividade metabólica), por meio do rastreamento no corpo inteiro para identificar possíveis metástases. No Brasil, a primeira unidade a oferecer o PET foi o A.C. Camargo Cancer Center, em 2001. Atualmente são 350 exames mensais, dos quais 10% deles são feitos em pacientes do SUS, atendidos por conta do convênio com a rede pública.

Apesar da carência, o Ministério da Saúde informou que são oferecidas outras tecnologias de imagem aos pacientes do SUS, com intuito de diagnosticar o câncer. Entre eles a ressonância magnética, cintilografia, ultrassonografia, radiografia, mamografia e a tomografia computadorizada.

Sergio Cortes noticia: confira os vencedores do Nobel de Medicina de 2015

nobelNesta segunda-feira, dia 5, foram anunciados os ganhadores do Nobel de Medicina em Estocolmo. “Os três vencedores desenvolveram terapias contra infecções parasitárias e a malária”, esclarece o Dr. Sergio Cortes. Os vencedores foram o japonês Satoshi Omura, o irlandês William Campbell e a chinesa Youyou Tu.

Os dois homens, Campbell e Omura, tiveram a mesma compensação por seu trabalho contra doenças causadas por vermes e dividiram 25% da metade do prêmio e Tu, que desenvolveu um novo tratamento contra a malária, ficou com a outra metade do prêmio.

O Dr. Sergio Cortes avalia que a comissão do Nobel levou em conta que as doenças provocadas por parasitas têm causados problemas para a humanidade desde muito tempo e ainda são um problema, dessa forma, justificaram a escolha dos vencedores e seus esforços para melhorar a saúde no mundo. As terapias desenvolvidas pelos três ganhadores foram o ápice para o tratamento de doenças parasitárias tão cruéis.

A nova droga, avermectina, descoberta por Campbell e Omura e reduziu a incidência de oncocercose (a cegueira dos rios) que é transmitida por uma mosca e causada pelo verme Onchocerca volvulus, e pela filariose linfática (elefantíase), que é transmitida por um mosquito e causada por vermes Filarioidea. A chinesa Tu fez a descoberta da artemisina que combate os plasmódios causadores da malária. “Esse é o tratamento mais eficaz contra a malária que dizima milhões de pessoas todos os anos, principalmente na África”, comenta o Dr. Sergio Cortes.

William Cambpell, nascido em 1930, é pesquisador de uma universidade de Nova Jersey. Ele trabalhou na multinacional farmacêutica Merck na época que ele fez a descoberta da medicação que lhe rendeu o Nobel. Satoshi Omura, nascido em 1935, é professor emérito de uma universidade de Tóquio.

Omura fez investigações com bactérias retiradas do solo para descobrir quais delas poderiam servir para a fabricação de futuros remédios. Ele obteve êxito com aStreptomyces avermitilis, que Omura descobriu ser bastante eficaz contra diversos parasitas. Cambpell continuou o trabalho do pesquisador japonês, ao adquirir as culturas e isolar a avermectina da bactéria S. avermitilis. Com o prosseguimento das pesquisas, a avermectina sofreu mudanças químicas e a ivermectina foi criada, uma versão bem mais eficaz do medicamento.

Youyou Tu, nascida em 1930, teve sua formação na Universidade Médica de Pequim em farmacologia e é, também, cientista médica. Atualmente, Tu é professora da Academia de Medicina Chinesa. Tu pesquisava a bioquímica da erva Artemisia annua, que segundo a medicina tradicional chinesa, já possuía o agente anti-malária. “Já se sabia que a erva era eficiente contra malária, em algumas vezes, mas não havia resultados precisos a respeito”, explica o Dr. Sergio Cortes. Ao final, a pesquisadora conseguiu isolar o princípio ativo da erva, a artemisina.

As premiações do prêmio Nobel acontecem desde 1901, respeitando o testamento do empresário Alfred Nobel, o inventor da dinamite. O prêmio de Medicina já foi entregue a 210 pessoas e Youyou Tu é a 12° mulher a receber o prêmio. “Assim, vale destacá-la”, diz o Dr. Sergio Cortes.

Vai um cafezinho? Confira os benefícios da cafeína segundo Sergio Cortes

Havia uma história que um camponês árabe uma vez observou um estranho comportamento das suas ovelhas que logo após comer um arbusto, ficavam mais ativa e se desgarravam do rebanho. Ele tentou acabar com a tal vegetação mas antes a experimentou. Sentiu-se revigorado e com disposição para mais trabalho. Pronto, abriu se o caminho para o uso do café. Ao longo do tempo, torraram os grãos, misturam com água fervente e coaram para que o resultado da moagem não ficasse na boca com o gosto excessivamente amarga. Acrescentaram açúcar e hoje tomamos a bebida ao acordar ou depois daquela refeição.

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De origem na Etiópia, ela foi para a Península Árabe e com a expansão islâmica que compreendia a região gigantesca de Córdoba na Espanha até as margens da Índia, os mercadores transitaram por todos os emirados e através dos comerciantes venezianos chegaram a Europa e mais tarde, trouxeram para Brasil que durante muto tempo foi um grande e principal exportador, especialmente na República Velha ( conhecido também como a república do café-com-leite ), deixou de ser a principal commodities após a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929. Há vários tipos de grão, sendo as principais e mais conhecidas as tipo arábica, etíope e a indiana, esta última um pouco mais encorpada com um teor gorduroso um pouco elevado. O tipo expresso vieram dos italianos que em vez de coar com o filtro, utiliza um jato de água fervente sob pressão.

A cafeína faz parte dos grupos de xantinas ( como a teofilina ) e atua sobre o sistema nervoso central. Não se encontra somente na xícara de café que possui 100mg desse princípio ativo; com poder de atuar como pesticidas naturais em plantas, ela é encontrada também em ervas mate, cacau, chá verde, guaraná e cola. Os refrigerantes possuem alta concentração, e alguns remédios analgésicos acrescentam o produto para que potencializa o poder de alívio. Existem os tipos anidras de cafeína, os que são desidratados e o pó concentrado é colocado em cápsulas.
Por ser um dos grandes exportadores de produto, Brasil possui uma herança colonial de dois componentes que são saborosas, o açúcar e o café, porém o glamour dos baristas ganhou fama na Europa e de lá surgiram grandes estudos. Segundo Christa E. Müller, professora do Instituto de Farmácia da Universidade de Bonn, a cafeína possui o poder de diminuir o estresse. “A cafeína se liga ao mesmo receptor da adenosina, que desencadeia o estresse, das células nervosas”, lembra Sergio Cortes. A velocidade que o componente se liga ao mesmo local que desencadeia a cascata de desequilíbrio da homeostase é maior, bloqueando a adenosina, inibindo a sensação de esgotamento.
Dessa forma, os cientistas buscam o princípio ativo que tragam o benefício sem o efeito indesejável como a insônia e a incontinência urinária e até hipertensão, alerta Sergio Cortes. A eficácia da cafeína é relativamente fraco, no entanto os pesquisadores conseguiram introduzir um resíduo gorduroso que aumentou a potência em mil vezes. “Elas encaixam como uma chave e fechadura nos receptores, assim o componente ganha força às células nervosas”, explica Müller.

Tomar café logo ao acordar acaba melhorando a performance durante o dia, já que ele é um estimulante popular. Ao despertar e no intuito de diminuir a sonolência, esse peculiar aperitivo ainda oferece uma predisposição para a labuta. Mas cuidado: proteja seu estômago; beba com alimento a fim de evitar uma futura gastrite, pois ela estimula a produção de suco gástrico. Após o almoço, depois daquela refeição farta, é comum a sonolência e os países de origem hispânica sucumbem ao “siesta”, mas aqui, substituíram aquela dormidinha por um estimulante, daí o famosos cafezinho que favorece o aumento da digestão do conteúdo gástrico . Até mesmo para os estudantes que passam horas estudando, a cafeína serve tanto para dar aquele ânimo quanto ajudam na memória. Muito se criticavam que ela pode ser danosa para os hiperativos, mas segundo Pandolfo et al na revista Neuropsychopharmacology apontam estudo contrário, uma xícara de café tem efeito similar à 10mg de ritalina (indicado para quem sofre de hiperatividade).

E não fica restrito apenas aqueles que buscam desempenho mental, o estudo da Jane Shearer et al impressa na Nutrition Reviews da Oxford University em 2014, o consumo em pequenas doses aumentam a performance em quase toda formas e modalidade esportiva e na Hodgson et al da revista PLoS One de 2013 demosntrou que os esportistas que tomam café puro ou cafeína 1 hora antes da atividade, aumentam o rendimento de 5% frete ao efeito placebo.

E as vantagens não param aí, ele reduz o peso como um belo termogênico na pesquisaFernández-Elías et al escrito em International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism ao manter o metabolismo em alto gasto por até 3 horas após um exercício físico. Outra pesquisa realizada em Harvard, apontam àqueles consumidores a diminuição do risco de acometimento de diabete tipo dois, em comparação com quem tomou o descafeinado ou placebo. Para aqueles que querem perder peso, tomar esse termogênico e aguardar que ele queime gordura está enganado. A atividade física deve ser complementado com a cafeína. Mesmo que o início de uma rotina para a melhora da qualidade de vida seja penoso no início, o café pode ser um gatilho para iniciar essa rotina, pois ela dá uma estimulada e combate a vontade de sedentário. Apara aqueles que acumulam muita água no corpo, a cafeína serve como um bom diurético ao eliminar o excesso e diminuindo o peso.

Com a capacidade do nosso corpo de consumir rotineiramente é inversamente proporcional a qualquer tipo de comorbidade, o cuidado para que a vantagem que o produto oferece. Sentimentos de agitação extrema, incontinência urinária frequente e dores de cabeça são sinais de que o uso contínuo já deixou de ser um aditivo para a melhora da qualidade de vida para exposição ao seu efeito colateral.”Toda alerta é válido, então procure um médico ou nutricionista antes de iniciar qualquer tipo de de uso contínuo para um fim diferente”, complementa Sergio Cortes. O ritmo acelerado do batimento do coração pode ser danoso para aqueles que possuem problemas cardíacos e aqueles que possuem alterações psíquica com transtorno de ansiedade, o estimulante pode causar uma depressão, Ao atletas que procuram perfomance de concentração alta que envolve acertar alvo como tiro ou arco e flecha, os tremores são muito comuns numa quantidade excessiva, da mesma forma que outras profissões como relojoeiro ou cirurgião de micro procedimento, é necessário evitar o consumo pelo seu efeito que comprometa a eficácia do seu labor. Para as pessoas que possuem idade avançada e a reposição óssea está comprometida, a cafeína tem um alto poder de diminuir os minérios que compões os ossos, deixando-os em uma densidade menor e o risco de fratura pode ser elevado. Não é recomendável para paciente com osteoporose.

Como a substância faz parte da xantinas, ela é metabolizada no fígado e eliminado através da urina. Não há estudos que demonstram a sua hepatotoxicidade, mas o seu uso crônico pode levar a dependência química por justamente aumentar os receptores de adenosina, a quantidade excessiva aumentam esses canais e pode levar a necessidade de consumo maior para sentir o efeito, ocorrendo assim uma tolerância, e a sua súbita retirada pode ocorrer irritabilidade e síndrome de abstinência com característica com cefaleias, irritabilidade, nervosismo, ansiedade e insônia. Recomenda se o desmame gradativo para que o sistema nervoso central diminuam seus receptores na mesma velocidade.

Da mesma forma que a cafeína mantém acordado, ela pode regular o sono. “Temos um relógio biológico, mas precisamente regulado com o cortisol e a melatonina, mas a sua produção é controlado por estímulos externos ou ambientais” lembra Serio Cortes. A atividade física e a exposição ao luz solar estimula o cortisol que é estimulante. Deixar o corpo cansado é uma forma de libera o cortisol e aí entra também a cafeína. Logicamente que essa bebida não é indicado nos horários próximo a hora do sono,” no entanto o uso ao longo do dia para o ajuste para a atividade e com o intuito de ‘cansar’ o corpo, aí a opção pelo uso da bebida permite com que a performance seja melhor possível” diz Sergio Cortes, somatizando com os hormônios, atingem o pico durante o dia e diminuindo ao entardecer e entrando em sonolência na medida que encaminha para o repouso. “administrada no momento adequado, a cafeína pode ser utilizada para acertar a hora do relógio”, diz Kenneth Wright, professor da Universidade do Colorado.

Em suma, como todas as evidências que ocorrem e estudos sobre o assunto, algumas verdades podem ser quebradas e derrubadas, sendo medicina uma ciência de verdades transitória e se baseiam em relatos de casos, estudos e evidências, tomar café como uma medicação ainda não é uma alternativa de interferência medicamentosa, mas o seu uso medicinal deve ser cuidadosamente analisada por um profissional da saúde e qualquer alteração que não seja confortável pelo paciente, a indicação para a procura de um médico é se suma importância, reforça Sergio Cortes.