Sergio Cortes comenta sobre o avanço do coletor menstrual entre o público feminino

Uma tendência nova vem ocupando o espaço na vida de muitas mulheres. Apesar da resistência de algumas, o coletor menstrual tem crescido entre o público feminino trazendo praticidade e sustentabilidade ao meio ambiente. Veja mais informações trazidas por Sergio Cortes, médico especialista, desse recurso que te faz sentir mais confortável e ainda gera uma economia significativa.

Não é de hoje que a maioria das mulheres reclama do desconforto que sentem quando estão no período menstrual. É a dor incessante, irritações demasiadas, mudança de humor, choros sem motivo, além do inconveniente absorvente descartável que a faz ter que trocar várias vezes ao dia, informa Sergio Cortes.

A evolução que tem surgido no mercado de higiene feminina é bem significativa. Pode-se observar que é um tema ainda pouco abordado, afirma Sergio Cortes, devido à resistência de muitas mulheres ao falarem sobre intimidade íntima e o fato de não tocarem em seu corpo.

É fácil notar ainda que um público muito pequeno utiliza o absorvente interno por não se sentirem bem ou não quererem ter a experiência de introduzi-lo dentro da vagina, comenta Sérgio Cortes.

Mediante disso, é possível enxergar que, apesar de todo conhecimento evoluído no mundo, ainda se tem muito que crescer e abrir a mente de muitas pessoas quanto às novidades que surgem para facilitar a boa higiene da mulher e praticar a sustentabilidade no mundo, alerta Sergio Cortes.

Aspectos dos tipos de absorventes:

Avaliando os tipos de absorventes existentes no mundo, basicamente, há apenas dois tipos: o externo e interno. Agora com a criação do coletor menstrual pode-se considerá-lo como um absorvente que se enquadra no tipo interno e será comentado sobre ele ao final do texto com mais detalhes, diz Sérgio Cortes.

  • Absorvente externo

É o mais utilizado pelo público feminino. E antes de terem sido criados os absorventes descartáveis, o único meio de a mulher resolver a questão do sangue era usando um pano que, depois, era lavado e reutilizado. Uma maneira muito desgastante, além de demonstrar falta de higiene íntima que em muitos casos não eram bem lavados, comenta Sergio Cortes.

Com a chegada dos absorventes descartáveis, as mulheres tiveram uma boa aceitação por ser algo de baixo custo e que depois de usado era jogado fora. Mas também há pontos negativos como:

  • O desconforto de usá-lo ao andar
  • Ao vestir uma calça de cor branca ou outra cor mais clara
  • As várias trocas que devem ser feitas durante o dia
  • O risco de manchar a roupa por deslizar na calcinha ou lençóis na cama
  • O lixo que se acumula nos aterros sanitários e lixões que, juntamente com as fraldas descartáveis, são responsáveis por 2% do volume
  • Mulheres geram cerca de 150 quilos de absorventes sujos durante sua vida fértil.

Por mais que sejam mais práticos, de baixo consumo e fáceis de usar, eles causam um mal enorme para o ambiente já que os materiais usados não podem ser reutilizados e o acúmulo de lixo é muito grande, afirma Sergio Cortes.

Com o enfoque cada vez maior para a sustentabilidade do meio ambiente, sugere Sergio Cortes, é cada vez mais preciso a criação de um produto mais sustentável e que contribua para a preservação ambiental.

  • Absorventes internos

Já se encontram no mercado há mais de 30 anos, porém ainda pouco aceito pelo público feminino e, consequentemente, pouco usado, diz Sergio Cortes. Muitas dessas mulheres que evitam o contato com esse tipo de absorvente é por conta das dúvidas que possuem e por apresentar alguns malefícios para o corpo e a boa higiene.

Algumas informações importantes que Sergio Cortes destaca sobre esse tipo de absorvente interno:

  • O fluxo de sangue não aumenta devido ao uso
  • Não gera desconforto, pois você só precisa colocá-lo ao fundo da vagina
  • Para diminuir o risco de absorver bactérias e infecções é preciso trocar o tampão de 4 em 4 horas
  • Pode ser usado por meninas virgens, porém a recomendação é optar pelo modelo mini, mas só em casos de querer ir à praia ou entrar na piscina durante o período menstrual
  • Ainda existe muito tabu ao optar por esse absorvente devido a muitas mulheres ficarem com vergonha ou não terem o hábito de tocar e conhecer o seu corpo.

Ainda há muito que evoluir em questão do uso de absorventes que possam agradar a todos os setores, diz Sergio Cortes. É preciso que haja informações corretas sobre o uso para que não gere dúvidas e falta de entendimento gerando preconceitos e um pensamento incorreto à população.

Coletor menstrual é a mais nova tendência para o público feminino

Como uma alternativa boa para as mulheres que querem aliar conforto e economia maior ao bolso, os coletores menstruais tornaram-se a grande aliados delas em todo o mundo. O seu uso é fácil, não tem contraindicações dos profissionais médicos e ginecológicos e ainda a mulher contribui com a sustentabilidade do meio ambiente, informa Sergio Cortes.

De que material é feito?

O coletor menstrual possui o tamanho de um cálice de copo pequeno de café, produzido de material de silicone cirúrgico. Deve-se introduzi-lo na vagina fazendo uma dobra e colocado no canal vaginal.

Ele deve durar na vagina cerca de 8h a 12h. Ao retirar o coletor menstrual da vagina, ele deve ser lavado e colocado novamente até ao término da menstruação. O material não causa qualquer dano ao corpo.

Vantagens ao usar o coletor menstrual por Sérgio Cortes.

Certamente há centenas de vantagens quanto ao uso e os benefícios que ele traz para a boa higiene e que pode economizar muito no fim do mês.

  • O sangue não é absorvido
  • Não permite o contato com o ar
  • Evita criar fungos e bactérias e também odores desagradáveis
  • Fornece menos casos de alergia
  • O uso é só uma questão de adaptação que com prática, o corpo físico se acostuma e não gera mais desconforto ou aquela sensação diferente dentro da vagina
  • A economia é um grande fator para o consumo, pois um coletor menstrual custa em média o valor de R$ 79,00 e dura por mais de 5 anos. Mas a Inciclo, empresa responsável pela fabricação desse produto, recomenda o uso em apenas 3 anos
  • A mulher tem a opção de escolher o tamanho. No mercado há apenas dois disponíveis: um que depende da idade da mulher e o outro se já teve filhos
  • Contribui para a diminuição do montante de lixo causado pelo consumo de absorventes descartáveis
  • É mais ecológico, prático e econômico.

Além dessas vantagens descritas acima, diz Sergio Cortes, o coletor menstrual tem gerado muitos empregos a milhões de pessoas tanto de forma direta quanto indireta. O crescimento de revendedoras que estão trabalhando e oferecendo esse produto é grande e tem contribuído para que ele seja popularizado e conhecido por todas as mulheres!

Quem fabrica o coletor menstrual?

A única empresa nacional fabricante dos coletores menstruais é a Inciclo. Segundo a Inciclo, nos últimos doze meses houve um crescimento exorbitante pelo produto. Cerca de mais de 938% de vendas durante esse período.

A fundadora da Inciclo se chama Mariana Betioli e explica que o motivo do sucesso foi ter começado com a segmentação de seu público feminino optando por mulheres mais abertas como as que se denominam feministas e as que são a favor da sustentabilidade no planeta.

E ainda informa que com o uso das redes sociais, o produto tem sido divulgado e atraído um número maior de mulheres para experimentar e usar. É feito campanhas com informações e tirando dúvidas bem como dando dicas quanto a utilidade que ele pode gerar na vida das mulheres.

Além dessa empresa no Brasil há mais de 30 em todo o mundo. Alguns países como a Nigéria, índia e República Tcheca já comercializam e oferecem ao público feminino.

Sergio Cortes discorre sobre a resistência quanto ao coletor menstrual.

Em meio a modernidade e evolução do conhecimento uma das resistências maiores é a questão de discutir e conversar sobre a menstruação. Nem todas as mulheres estão abertas a falar desse assunto e nem todas abordam com tranquilidade.

Muitas delas nunca nem pisaram em um consultório ginecológico para perguntar sobre assuntos de intimidade dela mesma e temas necessários para a boa higiene íntima da mulher.

Sergio Cortes ainda informa que Mariana, fundadora da Inciclo, afirma que “já estamos em 2015 e ainda tem gente que não fala sobre a menstruação. Essa é a dificuldade”, ela afirma.

O depoimento de uma mulher que começou a usar esse coletor menstrual e deu adeus ao absorvente é a jornalista Fernanda Carpegiani, que tem 27 anos, e diz que “a maior barreira é a questão do tabu de conversar sobre a menstruação e das pessoas não conseguirem ficar em contato com seu corpo. Minha família acha um absurdo. A maior resistência é isso”, diz a jornalista.

E Fernanda ainda comenta que, no começo, havia sentido alguma dificuldade para encaixá-lo e em não permitir que haja vazamento, mas, alerta que é apenas uma questão de adaptação física. Afirma ainda a todas que queiram usar o coletor menstrual que: “No final, com o copinho, descobri que a quantidade de sangue da menstruação que nós pensamos sair é muito maior”.

 

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